A Petrobras está redesenhando sua atuação no setor de fertilizantes por meio de um plano focado em rentabilidade, modernização tecnológica e rígida disciplina de capital. De acordo com a presidente da companhia, Magda Chambriard, a nova diretriz busca expandir a capacidade produtiva nacional, priorizando a retomada de projetos estratégicos e a otimização das estruturas já existentes, em vez de investir em construções do zero.
O grande destaque dessa retomada é a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), localizada em Mato Grosso do Sul, que já conta com 85% de suas obras concluídas. A planta promete ser a mais moderna do parque fabril da estatal. Como a energia representa um dos componentes mais caros na fabricação de nitrogenados, a maior eficiência industrial da UFN3 será o pilar central para baratear os custos de produção e elevar a competitividade do fertilizante brasileiro. Além da UFN3, a companhia estuda expandir suas unidades localizadas no Sul e no Nordeste, aproveitando a infraestrutura logística e operacional já consolidada para mitigar despesas burocráticas.
Toda essa movimentação no mercado de fertilizantes está diretamente integrada a outro objetivo estratégico da Petrobras: o escoamento do gás natural do pré-sal. Ao ampliar a produção de nitrogenados, que dependem essencialmente do gás como matéria-prima, a empresa garante um mercado consumidor robusto e estável para o insumo que pretende comercializar em larga escala nas próximas décadas.
Fonte: Fecoagro/GlobalFert.



