Após a lateralização no primeiro semestre, as indicações da soja disponível em MT apresentaram movimento de valorização. Ao longo dos seis primeiros meses do ano, os preços ficaram, em sua grande maioria, entre R$ 100,00/sc e R$ 110,00/sc. No entanto, nos últimos dias, a soja rompeu a casa de R$ 120,00/sc, com ganho semanal de R$ 6,10/sc – o maior para o comparativo desde 2021.
Assim, o indicador ficou na média de R$ 121,68/sc na última semana, valor R$ 7,40/sc acima das cotações de jul/25. Os ganhos são naturais para a entressafra, no entanto, essa alta mais expressiva em relação aos anos anteriores reforça ainda mais a forte demanda pela oleaginosa, dado que esmagamento no 1º sem/26 está 4,53% maior que no 1º sem/25. Além disso, a alta da oleaginosa no mercado internacional também contribuiu com o fortalecimento dos preços, uma vez que a China tem aumentado o volume de compras da soja norte-americana. Com isso, os preços tendem a permanecer fortalecidos na entressafra.
Confira os principais destaques do boletim:
- INCREMENTO: influenciado pela valorização da soja em grão em Chicago, o farelo de soja apresentou alta semanal de 3,83%, fechando na média de US$ 329,21/t.
- QUEDA: com a alta no preço do petróleo, a moeda norte-americana registrou retração de 0,40% em relação à semana passada, encerrando o período cotada na média de R$ 5,08/US$.
- AUMENTO: o prêmio de Santos encerrou a semana na média de US$ 126,40/bu, alta de 8,40%, frente à semana passada, reflexo do avanço dos preços em Chicago.
Demanda chinesa e conflito no Oriente Médio sustentam as cotações da soja em Chicago.
Durante a última semana os preços da oleaginosa na CME registraram valorização semanal de 3,11%, com o contrato de agosto/26 negociado, em média, a ¢US$ 12,37/bu. O movimento refletiu a demanda aquecida da China pelo grão dos EUA, somada à valorização do petróleo Brent, que voltou a níveis elevados com a retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, sendo cotado, em média, a US$ 94,35/bbl.
A valorização do petróleo ampliou a competitividade do setor de biocombustíveis, fortalecendo as expectativas de demanda pelo óleo de soja como matéria-prima. Com isso, na última semana, as margens de esmagamento permaneceram favoráveis, dando suporte às cotações da soja em Chicago. No entanto, diante da pausa no conflito entre EUA e Irã, o mercado abriu hoje (27/07), em queda, com o petróleo operando em baixa, o que contribuiu com a desvalorização da soja em Chicago.
Fonte: IMEA




