Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira, atingindo os melhores patamares em mais de dois anos e meio. O mercado foi sustentado por uma combinação de fatores: a disparada do petróleo, anúncio positivo sobre biocombustíveis pelo governo americano, piora nas condições das lavouras e firme demanda chinesa.

A tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou no dia de hoje, com novos ataques americanos ao país e promessa de resposta pelo governo iraniano. Como consequência o barril operava com ganhos em torno de 5% quando do fechamento da Bolsa de Chicago.

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos concedeu na segunda-feira isenções a pequenas refinarias em relação às exigências nacionais de mistura de biocombustíveis, totalizando 1,76 bilhão de créditos de combustível renovável para o ano de conformidade de 2025  quase o dobro do volume que a agência esperava inicialmente isentar.

A Casa Branca tem tentado aliviar a pressão sobre os preços da gasolina, que subiram acentuadamente durante o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. As refinarias buscaram as isenções para reduzir os custos de produção de combustíveis, enquanto legisladores de estados agrícolas alertaram que a medida pode reduzir a demanda por culturas utilizadas na fabricação de biocombustíveis.

Hoje, os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

Ontem, o USDA divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 30 de agosto, 58% estavam entre boas e excelentes condições, 29% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior (23 de agosto), os índices eram de 60%, 28% e 12%, respectivamente. A previsão de clima seco e de altas temperaturas pode vir a comprometer o potencial produtivo da safra americana.

Preços

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta e 29,75 centavos de dólar ou 2,3%, a US$ 13,17 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,32 3/4 por bushel, com elevação de 29,50 centavos de dólar ou 2,26%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 7,30 ou 2,11% a US$ 352,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 72,63 centavos de dólar, com ganho de 1,49 centavo ou 2,09%.

Fonte: Agência Safras


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FONTE

Autor:Dylan Della Pasqua / Safras News

Site: Agência Safras

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