Na última semana (28/08), o óleo de soja apresentou recuo de 4,17% no comparativo semanal, encerrando o período com média de ¢US$ 67,33/lb, movimento relacionado às incertezas sobre as isenções para pequenas refinarias nos EUA, dado que a possibilidade de um volume elevado de isenções gerou preocupações quanto à redução da demanda por biocombustíveis.
Já o farelo de soja valorizou 3,79% ante a semana anterior, reflexo das incertezas quanto à oferta global de oleaginosas, diante das condições das lavouras dos EUA, somadas às perspectivas de impactos sobre o fluxo de exportações pelo Mar Negro, em meio às tensões entre Rússia e Ucrânia. Em MT, segundo os informantes do Imea, os preços dos coprodutos acompanharam as oscilações observadas na Bolsa de Chicago, encerrando o período com o óleo cotado, em média, a R$ 6.121,78/t, recuo de 0,26%, e o farelo de soja, a R$ 1.795,68/t, valorização de 4,02% frente à semana anterior.
Confira os principais destaques do boletim:
- INCREMENTO: com o aumento nos contratos de mar/27 da soja no mercado internacional, a paridade de exportação para o período fechou na média de R$ 119,64/sc, avanço semanal de 2,47%.
- AUMENTO: na última semana, o indicador Cepea registrou valorização de 2,03% no comparativo semanal, encerrando o período em média de R$ 155,39/sc, reflexo da demanda aquecida pelo grão.
- MAIOR: com alta de 2,21% frente à semana anterior, o contrato de mar/27 rompeu, pela primeira vez, a barreira dos US$ 12,00/bu, encerrando a última sexta-feira cotado a US$ 13,06/bu.
Preço da soja segue em alta e volta a pressionar a margem bruta de esmagamento em MT.
Em ago/26, a margem das indústrias processadoras do estado recuou 11,97% frente a jul/26, fechando o mês na média de R$ 383,31/t, menor nível para o período dos últimos três anos.
Esse movimento reflete a valorização da saca de soja no estado, que fechou ago/26 em média de R$ 130,88/sc, alta de R$ 13,58/sc (11,58%) ante jul/26, em meio ao período de entressafra e à valorização das cotações internacionais diante das preocupações com a safra 26/27 nos EUA. Apesar das margens industriais apertadas, 2026 tem sido marcado por recordes no esmagamento, com acumulado de 8,26 mi de t (jan-jul), alta de 4,62% frente ao mesmo período de 2025, impulsionado pela demanda aquecida do setor de biocombustíveis.
Com isso, mesmo que as exportações ainda estejam com bons volumes, a demanda fortalecida pelo mercado interno de Mato Grosso tem limitado volumes mais expressivos de embarques do grão.
Fonte: IMEA




