Embora os pulgões causem poucos danos diretos à cultura do milho, essas pragas são reconhecidas por seus danos indiretos, e portanto, devem receber uma atenção especial no manejo fitossanitário da lavoura. A principal espécie de importância econômica é a Rhopalosiphum maidis, popularmente conhecida como pulgão-do-milho (figura 1).

Figura 1. Ninfas e adultos do pulgão-do-milho, Rhopaloshipum maidis.
Foto: Pitta, R. M.

Além dos danos diretos decorrentes da sucção da seiva do floema da planta, a praga elimina dejeções líquidas, onde se desenvolve um fungo negro (fumagina), prejudicando a fotossíntese da planta, e, é capaz de transmitir viroses como o mosaico-comum do milho (figura 2).

Figura 2. Mosaico-comum-do-milho.
Fonte: Sabato; Landau; Oliveira (2014)

Os sintomas típicos do mosaico-comum-do-milho caracterizam-se pela formação nas folhas de manchas verde claras com áreas verde normal, dando um aspecto de mosaico. As plantas doentes são, normalmente, menores em altura e em tamanho de espigas e de grãos (Costa & Cota, 2021).

Figura 3. Sintomas do mosaico comum do milho
Foto: Carlos Roberto Casela

Ainda que os danos possam variam em função da suscetibilidade do híbrido de milho, e período de transmissão do vírus, estima-se que o mosaico-comum-do-milho possa causar perdas de produtividade de até 50% em condições mais severas (Costa & Cota, 2021). Dado o impacto econômico da doença, medidas integradas de controle necessitam ser adotadas para preservar o potencial produtivo do milho. Entre as principais e mais eficazes estratégias para isso, destaca-se o monitoramento intensivo das áreas e o controle dos vetores (pulgões).

O monitoramento dos pulgões deve ocorrer a partir de V4, estendendo-se até o início da fase reprodutiva do milho. Recomenda-se examinar 100 plantas em cada 10 ha, de forma aleatória. Deve-se observar principalmente a região do cartucho. O controle químico pode ser realizado quando 50% ou mais das plantas avaliadas apresentarem densidade maior que 100 pulgões por planta (Pozebon, 2022).


Veja mais: Milho – Tratamento de sementes é essencial para o controle dos percevejos no sistema soja-milho


Referências:

COSTA, R. V.; COTA, L. V. DOENÇAS CAUSADAS POR MOLICUTES E POR VÍRUS. Embrapa, Ageitec: Milho, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/milho/producao/pragas-e-doencas/doencas/doencas-causadas-por-molicutes-e-por-virus >, acesso em: 01/10/2026.

POZEBON, H. O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O PULGÃO-DO-MILHO. Mais Soja, 2022. Disponível em: < https://maissoja.com.br/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-pulgao-do-milho/ >, acesso em: 01/10/2026.

SABATO, E. O.; LANDAU. E. C.; OLIVEIRA, C. M. RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS DO MILHO DISSEMINADAS POR INSETOS-VETORES. Embrapa, Circular Técnica, n. 205, 2014. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1012084/1/circ205.pdf >, acesso em: 01/10/2026.

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