No último mês, o Imea manteve as estimativas de produção para a safra 26/27, uma vez que não houve mudanças expressivas nos fundamentos de mercado em relação ao que foi observado na projeção de abertura. Ao todo, o estado deve produzir 48,88 milhões de toneladas, distribuídas pelos 13,05 milhões de hectares.
A produtividade ainda está mantida em 62,44 sc/ha, inferior ao observado nas últimas duas safras, que apresentaram rendimentos excepcionais, com médias acima de 66,00 sc/ha em ambas as safras. Com o avanço dos trabalhos a campo, a distribuição e a continuidade das precipitações serão determinantes para confirmar o potencial produtivo inicialmente projetado ou subsidiar eventuais revisões nas estimativas futuras. Para as próximas semanas, as atenções se voltam para as condições climáticas, especialmente para as altas temperaturas previstas para dezembro, o que pode interferir no potencial produtivo da cultura.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o prêmio Santos registrou queda de 2,87% durante a semana, pressionado pela oferta elevada da safra norte-americana, encerrando o período com média de ¢US$ 143,00/bu.
- DESVALORIZAÇÃO: o contrato futuro de mar/27 em Chicago recuou 2,17% em relação à semana passada, reflexo da realização de lucros e maior cautela dos investidores.
- QUEDA: a paridade de exportação em MT para março de 2027 recuou 0,61%, no comparativo semanal, acompanhando o enfraquecimento das cotações em Chicago.
Preço da saca de soja em MT atingiu o maior nível dos últimos dois anos.
No início do ano, as cotações da oleaginosa no estado seguiram pressionadas pela elevada oferta do grão em MT, reflexo de estoques formados por duas safras de boa produção que, mesmo diante da demanda aquecida, não foram suficientes para absorver toda a disponibilidade. No entanto, com a procura das indústrias pelo grão para o esmagamento, que contribuiu para maior absorção da oleaginosa no mercado interno, as cotações reagiram ao longo do 3° tri/26 e, em 30/09/26, o preço da saca atingiu R$ 140,85, maior nível observado desde o pico em 2024.
O movimento contrasta com o cenário de baixa do início do ano, quando o indicador esteve abaixo de R$ 100,00/sc (o que não acontecia desde mar/24). Diante da recuperação dos preços e da menor disponibilidade da safra 25/26, os produtores intensificaram a comercialização nos últimos meses, impulsionando as negociações das safras 25/26 e 26/27.
Fonte: IMEA




