Em out/26, segundo o Imea, a área de milho em MT para a safra 26/27 é estimada em 7,48 mi de ha, avanço de 0,59% ante a safra 25/26. A produtividade é projetada em 119,64 sc/ha, queda de 8,05% frente ao ciclo passado, refletindo uma expectativa mais conservadora diante dos possíveis impactos do El Niño sobre a distribuição das chuvas ao longo do ciclo. Com isso, a produção está estimada em 53,68 mi de t, recuo de 7,50% no comparativo anual.

Como ponto de atenção, a semeadura da soja iniciou em ritmo mais lento em MT e, caso esse cenário persista, poderá reduzir a janela do milho segunda safra. Contudo, caso as chuvas se regularizem ao longo de outubro, a elevada capacidade operacional das propriedades pode acelerar os trabalhos e recuperar parte do atraso inicial da oleaginosa. Com isso, se o avanço da soja ocorrer em um período favorável, contribuirá para que parcela relevante do milho seja semeada dentro da janela ideal e reduzindo a exposição dos riscos climáticos no fim do ciclo.

Confira os principais destaques do boletim:
  • QUEDA: o preço do milho em Chicago recuou 4,46% ante a semana passada, encerrando o período cotado a US$ 5,09/bu, pressionado pelo avanço da colheita da safra norte-americana.
  • VALORIZAÇÃO: O dólar avançou 1,16% ante a semana passada, registrando média de R$5,21/US$, impulsionado principalmente pelo movimento global de aversão ao risco.
  • BAIXA: o preço da saca de milho na bolsa B3 apresentou queda de 4,10% ante a semana passada, encerrando a semana cotada a R$ 72,90/sc.
A semeadura do milho argentino da safra 26/27 alcançou 22,20% dos 8,40 mi de ha projetados.

Segundo a Bolsa de Cereales, até 30/09/26 foram implantados cerca de 1,87 mi de ha, com maior avanço no Centro-Leste de Entre Ríos (80,00%), Núcleo Norte (62,20%) e Centro-Norte de Santa Fe, com 51,40%. Apesar da estabilidade da área nacional frente à safra 25/26, sua distribuição regional deve mudar, com menor intenção de plantio no NOA e NEA, compensada por expansão em Santa Fe, regiões Núcleo, Entre Ríos e partes de Buenos Aires. Para a safra 26/27, a produção é estimada em 66,00 mi de t, alta de 3,13% frente as 64,00 mi de t previstas para 25/26, atual recorde.

Com a área praticamente inalterada, o acréscimo de 2,00 mi de t está ligado à expectativa de maior rendimento médio, favorecida pela melhor disponibilidade hídrica e por um início de ciclo mais favorável em importantes regiões produtoras.

Ainda assim, a renovação do recorde dependerá da manutenção dessas condições nas fases críticas da cultura e da evolução dos riscos de excesso de umidade, pragas e doenças.

Fonte: IMEA


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FONTE

Autor:IMEA

Site: Boletim Semanal do Milho

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