O mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), é uma das principais doenças fungicas que acometem a cultura da soja, causando danos na produtividade que podem chegar a 70% (Meyer et al., 2020). Segundo Henning et al. (2014) a alta umidade relativa do ar e temperaturas amenas favorecem o desenvolvimento do mofo branco, cuja principal forma de entrada na lavoura é por meio dos escleródios.

Os escleródios são estruturas reprodutivas que permitem a sobrevivência do fungo por um longo período, germinando sob condições favoráveis, dando origem a apotécios e consequentemente ao desenvolvimento do mofo branco. Os escleródios são comumente encontrados em sementes de plantas de cobertura ou soja, cultivadas sobre áreas com presença de mofo-branco e mal beneficiadas, sendo essa, uma das principais fontes de entrada da doença em áreas novas.

Figura 1. Apotécio de mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum).

Tendo em vista o elevado impacto causado pelo mofo-branco, o controle da doença é indispensável, principalmente em áreas com histórico de ocorrência. Além do conhecido controle com o emprego de fungicidas químicos, medidas complementares de manejo devem ser integradas no sistema de produção, a fim de reduzir a incidência do mofo-branco, sendo algumas delas, a rotação de culturas e a boa cobertura do solo com palhada residual de culturas antecessoras.

Para ocorrer a germinação dos escleródios é fundamental que haja luz sobre a superfície do solo. A palhada em superfície do solo dificulta a incidência de luz sobre ele, prejudicando a germinação dos escleródios e consequentemente, reduzindo a infestação da doença (Feller, 2014). A eficiência da palhada em cobertura do solo na redução do número de apotécios do mofo-branco foi observada por Görgen et al. (2009), que avaliaram o controle do mofo-branco com palhada e Trichoderma harzianum em soja, evidenciando a importante contribuição da palhada no manejo da doença.

A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens (Henning et al., 2014), sendo assim, além da rotação de culturas, cobertura do solo e uso de sementes livres de escleródios, outra medida de manejo do mofo-branco visando reduzir os danos dessa doença são essenciais.

 Uma delas  é o cultivo de cultivares de soja com menor período de floração, conforme destacado por Marcelo Madalosso. O professor e pesquisador ainda salienta que determinadas características do dossel da cultivar também podem influenciar indiretamente no manejo e controle do mofo branco.


 Veja mais: Trichoderma: um potencial aliado no manejo e controle do mofo-branco


Confira abaixo as dicas do professor e pesquisador Marcelo Madalosso.


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Referências:

FELLER, L. A. MANEJO DA PALHADA DE CEREAIS DE INVERNO NO CONTROLE DO MOFO-BRANCO DA SOJA. Universidade Estadual do Centro Oeste, Dissertação de Mestrado, 2014. Disponível em: < http://www.unicentroagronomia.com/imagens/noticias/dissertacao_leandro_feller_apos_banca.pdf >, acesso em: 11/10/2021.

GÖRGEN, C. A. et al. CONTROLE DO MOFO-BRANCO COM PALHADA E Trichoderma harzianum 1306 EM SOJA, 2009. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pab/a/gY9xrYvnsnc66RpRmBbBftj/?lang=pt >, acesso em: 11/10/2021.

HENNING, A. A. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DA SOJA. Embrapa, Documentos, n. 256, 2014. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/105942/1/Doc256-OL.pdf >, acesso em: 11/10/2021.

MEYER, M. C. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA CONTROLE DE MOFO-BRANCO (Sclerotinia sclerotiorum) EM SOJA, NA SAFRA 2019/2020: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 165, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/217684/1/Circ-Tec-165.pdf >, acesso em: 11/10/2021.

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