Com elevada habilidade competitiva e grande capacidade em reduzir a produtividade de culturas anuais como soja e milho, o capim-amargoso (Digitaria insularis) integra o time de plantas daninhas de difícil controle no Brasil.

Rápido crescimento e desenvolvimento, aliados aos casos de resistência dessa planta daninha a herbicidas, fazem do capim-amargoso uma preocupante planta daninha, cujo controle nem sempre é fácil e eficiente. Em virtude de sua capacidade em formar touceiras, é comum observar em alguns casos, plantas de capim-amargoso com resistência a herbicidas que rebrotam após a dessecação, resultando em um controle ineficiente dessa daninha.

Figura 1. Rebrote de capim-amargoso após dessecação.

Atualmente, existem casos de resistência simples do capim-amargoso aos herbicidas Glifosato, Fenoxaprop e Haloxyfop; e casos de resistência múltipla aos herbicidas Fenoxaprop, Haloxyfop e Glifosato (Heap, 2021), o que torna necessário maior cautela na escolha e posicionamento de herbicidas visando o manejo e controle dessa daninha.


Veja mais: Casos de resistência do capim-amargoso a herbicidas – quantos são e onde estão?


Embora a situação dos casos de resistência do capim-amargoso a herbicidas já seja considerada complexa no cenário atual brasileiro, Fabrício Krzyzaniak chama atenção para a ocorrência de casos de resistência múltipla dessa planta daninha aos herbicidas Glifosato, Haloxyfop e Clethodim em Hernandarias no Paraguai. Conforme Heap (2021), em 2020 já havia relatos de casos de resistência do capim-amargoso a esses herbicidas em solo Paraguaio, entretanto, o que mais chama atenção é a proximidade da ocorrência desse último relato apresentado por Fabricio, onde a resistência da planta daninha a esses herbicidas foi observada a aproximadamente 12 km de distância do Brasil.

Infelizmente a resistência do capim-amargoso a herbicidas pode ser passada de geração em geração por meio da propagação das sementes, o que tonar essencial medidas que visem reduzir a disseminação dessa planta daninha em áreas livres de populações resistentes. As sementes de capim-amargoso podem ser disseminadas pelo vento, animais, máquinas e equipamentos agrícolas entre outros agentes dispersores, sendo assim, deve-se redobrar o cuidado para evitar a introdução de populações resistentes de capim-amargoso em solo brasileiro, especialmente em áreas próximas ao relato do novo caso de resistência.



Dentre as medidas para evitar a disseminação do capim-amargoso podemos destacar a limpeza de máquinas e equipamentos agrícolas, a quarentena de animais (bovinos) oriundos de outras áreas de produção, o uso de sementes certificadas entre outros. Embora o relato de resistência do capim-amargoso aos herbicidas Glifosato, Haloxyfop e Clethodim foi observado no Paraguai, fica o alerta aos produtores brasileiros, especialmente, aos cujo as áreas de produção são próximas ao território Paraguaio, uma vez que inseridas populações com essa resistência em solo brasileiro, o controle do capim-amargoso passa a fica ainda mais complicado.

Confira o vídeo abaixo e veja o que Fabrício Krzyzaniak tem a dizer sobre o assunto.


Inscreva-se agora no canal dos Professores Alfredo & Leandro Albrecht, aqui.


Acompanhe nosso site, siga nossas mídias sociais (Site, Facebook, Instagram, Linkedin, Canal no YouTube) 


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.