Algodão/MT: De acordo com o CPA-MT¹, em mai/26, o custeio da safra 26/27 ficou estimado em R$ 10.652,39/ha, recuo de 1,14% ante o consolidado do ciclo 25/26, puxado pela menor despesa com manutenção, operações mecanizadas e defensivos. O COE ficou estimado em R$ 15.247,29/ha, redução de 0,64% ante o ciclo 25/26.
Apesar dessa queda, o custo da safra futura é o terceiro maior da série histórica do Imea. Ao analisar o ponto de equilíbrio (P.E.), considerando a produtividade média de pluma das últimas três safras, de 124,22 @/ha, é necessário vender o produto a pelo menos R$ 122,75/@ para conseguir cobrir o COE. Cabe destacar que o preço ponderado da comercialização da temporada 26/27, até mai/26, ficou 3,42% superior ao P.E., sustentado pela alta observada nas cotações em abr e mai/26. Apesar disso, a margem do cotonicultor segue sensível à volatilidade dos preços da fibra, especialmente diante do recuo registrado nas cotações após maio, reforçando a estratégia comercial de priorizar a gestão de risco.
Confira os principais destaques do boletim:
- QUEDA: o contrato de jul/26 na bolsa de NY apresentou retração de 4,71% na semana, em virtude da cautela dos agentes de mercado e das boas condições das lavouras nos EUA.
- DECRÉSCIMO: a paridade de exportação de jul/26 acompanhou a queda do contrato na bolsa de NY, recuando 4,20% ante a semana passada, precificada em R$ 119,34/@.
- RECUO: acompanhando o cenário internacional e a baixa liquidez do mercado, o preço Cepea da pluma caiu 1,52% no comparativo semanal, ficando na média de ¢ R$ 417,11 /lp.
Nova estimativa de oferta e demanda mundial para a safra 26/27 do algodão.
O menor estoque final oriundo da safra 25/26, devido ao forte ritmo de exportação observado no BR e nos EUA, reduziu os estoques iniciais da safra 26/27 em jun/26 ante mai/26. Ao mesmo tempo, a estimativa de produção mundial para a safra 26/27 não exibiu alteração no comparativo mensal e ficou em 25,27 milhões de t, limitando a recomposição da oferta. Por outro lado, o USDA elevou a previsão do consumo mundial em 0,06%, atingindo 26,51 mi de t.
A alta foi sustentada pela expectativa de que a demanda dos países asiáticos permanecerá aquecida e pela decisão da Índia de manter zeradas as tarifas de importação até 31/10, visando ampliar a oferta interna e garantir o abastecimento da indústria local. Diante da oferta mais restrita e do consumo elevado, os estoques finais da safra 26/27 diminuíram 1,00% no mês, sendo o menor desde a safra 18/19. Por fim, esse balanço mais apertado deu suporte à alta dos preços da fibra na bolsa de NY no dia da divulgação.
Fonte: Imea




