Além de desempenhar significativo papel econômico no sistema de produção de grãos, o milho é uma cultura de fundamental importância para a manutenção e sustentabilidade do sistema plantio direto. Características como elevada produção de palhada residual e sua grande persistência na superfície do solo, fazem do milho uma cultura fundamental no sistema de produção.

Quando inserido na rotação de culturas, além de contribuir para a manutenção do plantio direto, o milho possibilita o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação ou seletividade em comparação aos utilizados na cultura da soja, viabilizando o manejo e controle de complexas plantas daninhas como a buva (Conyza spp.).

Visando o controle eficiente de plantas daninhas, especialmente a soja espontânea ou “soja guaxa”, a atrazine é uma das moléculas de herbicida mais utilizada na cultura do milho. Com  “seletividade” ao milho, a atrazine possibilita o controle da buva tanto em pré quando em pós-emergência, sendo uma importante ferramenta para o manejo integrado dessa planta daninha.



Atrazine é considerado um herbicida inibidor da fotossíntese ao nível do fotossistema II, amplamente empregado no manejo e controle de plantas daninhas do milho, entretanto, normalmente em doses menores a dose cheia. O herbicida possui ação sistêmica e em virtude de não causar maiores injúrias a cultura do milho, pode ser visto como uma importante ferramenta para o controle de plantas daninhas dicotiledôneas como a buva, tanto na safra quando na safrinha.

Seja na safra ou safrinha de milho, o uso de atrazine contribui significativamente para a redução das populações de buva, desde que utilizada a dose cheia (dose máxima) recomendada para a cultura. Embora essa dose possa variar de acordo com o fabricante do defensivo, até a dose máxima recomendada para a cultura do milho, não são observados efeitos fitotóxicos nas plantas, destacando a viabilidade do uso de atrazine.

Estudos demonstram grande capacidade de atrazine em controlar plantas de buva tanto em pré quanto em pós-emergência precoce, além disso, uma das características desse herbicida é que apresenta grande compatibilidade ao uso em associação a outros herbicidas, além da dose cheia poder ser dividida de forma sequencial. Cabe destacar que embora a aplicação da atrazine já faça parte do plano de manejo e controle de plantas daninhas na cultura do milho, trabalhar com doses cheias é essencial para a boa eficiência de controle de plantas daninhas como a buva, contribuindo assim, para o manejo dessa complexa daninha na safra da soja.

Confira abaixo o vídeo com as dicas da Eng. Agrônoma Joici Lucini.


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