Segundo o relatório Acreage, divulgado pelo USDA/NASS em 30/06, a área destinada ao cultivo de algodão nos EUA para a safra 2026/27 foi estimada em 3,99 mi de ha, alta de 6,12% em relação à safra anterior. Entre os fatores que contribuíram para a expansão da área, destaca-se a recuperação das cotações do algodão entre março e maio, período em que o contrato jul/26 da ICE-NY acumulou valorização de 18,75%, favorecendo a intenção de plantio.

Além disso, o volume expressivo de chuvas registrado no Cinturão Algodoeiro nas últimas semanas reduziu a intensidade da seca em importantes regiões produtoras, proporcionando condições mais favoráveis para o estabelecimento da cultura. No entanto, a produção ainda dependerá da área efetivamente colhida. Caso essas condições permaneçam favoráveis, o aumento da área plantada poderá resultar em maior oferta de pluma na safra 2026/27, contribuindo para um viés baixista nas cotações internacionais do algodão.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: na última semana o preço da @ da pluma valorizou 0,48%, resultado da estabilidade do câmbio e da oferta restrita de algodão beneficiado, retrato da colheita em estágio inicial.
  • DESVALORIZAÇÃO: a média semanal da paridade de dez/26 apresentou queda de 0,62% ante o último período, e finalizou na média de R$ 77,07/@.
  • REDUÇÃO: diante da desvalorização entre semanas do preço do petróleo, o poliéster acompanhou a queda e caiu 2,21% no comparativo semanal, fechando em ¢ US$ 38,26/lp.
A Secex divulgou os dados das exportações de algodão em pluma referentes a junho de 2026.

No período, o Brasil embarcou 217,04 mil t, queda de 25,46% em relação a maio/26 e alta de 63,41% frente a junho/25. Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil t, retração de 20,70% em relação a maio/26 e alta de 66,38% frente a junho/25, estabelecendo novo recorde para o mês na série histórica da Secex. Com isso, o estado acumulou 1,97 milhão de t exportadas na safra 24/25 (ago/25 a jun/26), alta de 13,57% frente ao mesmo período da safra anterior.

No acumulado da temporada, a China até então, se consolidou como principal destino da pluma de MT, ampliando suas aquisições em 53,97% em relação à safra passada e respondendo por 19,75% das exportações do estado. O avanço das compras chinesas refletiu a maior competitividade da pluma brasileira, em um cenário de elevada oferta exportável. Com isso, MT respondeu por mais da metade das exportações brasileiras destinadas a China.

Fonte: Conab


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FONTE

Autor:IMEA

Site: Boletim Semanal do Algodão

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