Desde mai/26, as cotações do milho em Mato Grosso seguem em trajetória de queda, refletindo a expectativa de uma safra elevada. Atualmente, o Imea estima a produção em 53,35 milhões de toneladas. Com a colheita da safra 2025/26 avançando e alcançando 44,27% da área implantada até a última sexta-feira (03/07), aliada aos elevados rendimentos das lavouras, a maior disponibilidade do cereal tem pressionado as cotações no mercado matogrossense.
Na última semana, de 29/06 a 03/07, o preço médio do milho foi de R$ 40,44/sc, desvalorização de 1,53% em relação à semana anterior. Pelo lado da demanda, a abertura de duas novas usinas em MT tende a impulsionar o consumo interno. Além disso, o desempenho inferior da safra em estados como Goiás e Minas Gerais, em função do atraso na semeadura e dos baixos volumes de chuva, pode estimular a demanda interestadual pelo cereal. Apesar disso, o volume produzido no estado segue superior ao ritmo de absorção do mercado, mantendo a pressão baixista sobre as cotações.
Confira os principais destaques do boletim:
- BAIXA: o valor da CME Group apresentou queda de 0,47% no comparativo semanal, influenciada pela expectativa de uma safra robusta nos EUA, fechando a semana cotada a US$ 4,15/bu.
- AUMENTO: o preço do milho na B3 corrente fechou em R$ 64,72/sc alta de 1,01% ante a semana anterior, impulsionada pela demanda aquecida diante do avanço da oferta imediata no mercado.
- RETRAÇÃO: o preço do milho no indicador Cepea Campinas apresentou avanço semanal de 1,02%, e fechou a semana cotado na média de R$ 63,84/sc.
A Secex divulgou na última semana os dados das exportações brasileiras de milho da safra 24/25.
No acumulado do ciclo, o Brasil embarcou 42,38 mi de t, volume 11,88% superior ao da safra anterior, impulsionado pela maior disponibilidade do cereal e pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional. Nesse cenário, MT manteve a liderança entre os estados exportadores, com embarques 2,34% superiores aos da safra 23/24, totalizando 24,35 mi de t e respondendo por 57,48% das exportações nacionais.
Egito, Irã e Vietnã seguiram como os principais destinos do milho mato-grossense, somando 11,29 mi de t importadas. O Egito liderou as compras, com 5,43 mi de t aumento de 40,37% ante a temporada anterior, seguido pelo Irã, com 3,10 mi de t, 25,44% maior no comparativo entressafra, enquanto o Vietnã importou 2,76 mi de t, 9,61% abaixo ante a temporada anterior, mantendo-se entre os principais compradores. Com o encerramento das exportações da safra 24/25, o mercado volta as atenções para os embarques da temporada 25/26, que ganham ritmo com o avanço da colheita.
Fonte: IMEA




