O objetivo do trabalho foi confirmar a resistência múltipla em um biótipo de buva a herbicidas pertencentes a cinco mecanismos de ação.

Autores: Jéssica Ferreira Lourenço Leal1; Amanda dos Santos Sousa2; Ana Claudia Langaro2; Junior Borella2; Pedro Jacob Christoffoleti3; Aroldo Ferreira Lopes Machado2; Camila Ferreira de Pinho2

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

O grande desafio da agricultura é o manejo de plantas daninhas resistentes a herbicidas, sendo a situação agravada quando ocorrem biótipos com resistência múltipla, como é o caso da buva. O objetivo do trabalho foi confirmar a resistência múltipla em um biótipo de buva a herbicidas pertencentes a cinco mecanismos de ação. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, utilizando um biótipo de Conyza sumatrensis com suspeita de resistência proveniente de Assis Chateaubriand-PR (resistência prévia confirmada a paraquat e saflufenacil).

As doses aplicadas foram ½D, 1D, 2D, 4D, 8D e 16D, além da testemunha sem aplicação, sendo 1D correspondente a dose recomendada dos herbicidas: paraquat (200 g ai.ha-1)+Agral 0.1% (v/v), saflufenacil (70 gai.ha-1)+Agral 1.0% (v/v), 2,4-D (1209 g ai.ha-1), diuron (2000 g ai.ha-1) e glifosato (720 g ai.ha-1). A aplicação foi realizada quando as plantas de buva estavam com 10 cm de altura. Aos 28 dias após a aplicação procedeu-se avaliação de controle e massa seca da parte aérea (MSPA).


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Após ANOVA e ajuste ao modelo de regressão não-linear, obteve-se os parâmetros C50 e GR50, a partir dos quais calculou-se o fator de resistência (FR). Foi observado elevado fator de resistência para todos herbicidas avaliados. Os valores do FR obtidos foram: 25,51 e 51,83 (paraquat); 1,39 e 14,10 (saflufenacil); 1,84 e 3,96 (diuron); 7,29 e 5,05 (2,4-D) e 7,55 e 32,90 (glifosato) para as varáveis controle e MSPA, respectivamente. Diante do exposto, foi confirmado o primeiro caso de buva com resistência múltipla a cinco herbicidas no Brasil.

Palavras-chave: Conyza sumatrensis; fator de resistência, controle.

Apoio: CAPES, FAPERJ, HRAC-B

Figura 1. Sintoma de necrose pouco evidente nas folhas do biótipo com resistência múltipla  sob aplicação do paraquat. PDPA/UFRRJ, 2018.

Figura 2. Morte do meristema apical e rebrote das gemas axilares de buva observado no biótipo com  resistência múltipla sob aplicação do saflufenacil. PDPA/UFRRJ, 2018.

Figura 3. Rebrote das gemas laterais de buva observado no biótipo com resistência múltipla sob aplicação do glifosato. PDPA/UFRRJ, 2018.

Figura 4. Primeiros sintomas caracterizado como rápida necrose das folhas e posterior recuperação do biótipo com resistência múltipla sob aplicação do 2,4-D. PDPA/UFRRJ, 2018.

Informações dos autores

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro- Seropédica-RJ jessica agroleal@hotmail.com1;

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro- Seropédica-RJ2;

Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ – Universidade de São Paulo-USP3

Disponível em: Anais do XXXI Congresso Brasileiro de Ciência das Plantas Daninhas,  2018. Rio de Janeiro, RJ.

1 COMMENT

  1. Excelente material sobre a resistência das ervas daninhas. Realmente a situação está se agravando. Como solução inovadora e ecologicamente correta, já existe no mercado a capina elétrica Zasso, onde após a aplicação sobre as ervas daninhas, estas são mortas por completo, sem deriva e nem efeitos colaterais as culturas produtivas.

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