O primeiro mês cotado para o milho, em Chicago, igualmente recuou neste início de agosto, com o bushel do cereal atingindo a US$ 4,39 no fechamento da quinta-feira (06), após US$ 4,36 na véspera, contra US$ 4,45 uma semana antes. A média de julho ficou em US$ 4,44/bushel, com aumento de 6,5% sobre a média de junho. Um ano atrás, em julho/25, a média do bushel de milho havia sido de US$ 4,06.

Dito isso, a qualidade das lavouras estadunidenses do cereal recuou, chegando no dia 02/08 a 61% da totalidade entre boas a muito boas. Enquanto isso, as lavouras em condições entre ruins a muito ruins atingiam a 14% do total e outras 25% se apresentavam regulares. Naquela data, 90% das lavouras estavam em fase de pendoamento, contra a média de 87%. Por enquanto, com a melhoria do clima, o mercado espera uma safra cheia nos EUA, com a colheita se iniciando ainda em setembro.

Outro fator que ajudou ao recuo das cotações do milho veio do forte recuo dos preços mundiais do petróleo a partir da possibilidade de um acordo de paz entre Irã e EUA. Dito isso, assim como na soja, o clima no Meio Oeste estadunidense continuará sendo um fator importante para direcionar as cotações em Chicago.

E aqui no Brasil, os preços pouco têm se alterado, com ao saco de 60 quilos oscilando entre R$ 44,00 e R$ 62,00, sendo que no Rio Grande do Sul o valor de R$ 58,00 se tornou uma constante nas principais praças. Segundo o Cepea, o acumulado de julho mostrou o indicador dos preços do milho em avanço de 3% no país.

A pressão da colheita da safrinha se faz sentir neste momento de forma intensa. Neste sentido, no dia 30/07 a mesma havia alcançado a 69% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, contra 60% uma semana antes e 81% um ano atrás. Já em termos de produção, a estimativa atual, segundo a iniciativa privada, é de um volume ao redor de 110,5 milhões de toneladas para a safrinha, contra 113,2 milhões no ano anterior, enquanto a produção total do cereal no país chegaria a 142,8 milhões de toneladas, contra 141,2 milhões no ano anterior. Vale destacar que existem controvérsias entre os diferentes analistas, mas os volumes estimados têm ficado em torno destes números.

Diante disso, os compradores seguem retraídos, acompanhando o avanço da colheita da segunda safra, e o aumento da disponibilidade do cereal. Com isso, os negócios seguem bastante limitados.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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