Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 10/12/2024
FECHAMENTOS DO DIA 10/12

Milho: A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 1,64% ou $ 7,25 cents/bushel a $ 449,00. A cotação para maio, fechou em alta de 1,68% ou $ 7,50 cents/bushel a $ 455,25.

ANÁLISE DA ALTA 

O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta terça-feira. Com um relatório positivo para o cereal, as cotações voltaram ao mesmo patamar de 2 meses atrás. O corte no estoque final do milho americano foi o mais surpreendente para o mercado. Foram reduzidos 10,32% do saldo final, com maior consumo interno para a produção de etanol e exportações, que se concretizadas serão a segunda maior da história.

O ponto de atenção se deve ao fato de o USDA reduzir a demanda chinesa de milho, de 16 para 14 milhões de toneladas, volume 40,20% inferior ao importado em 2023. A manutenção dos robustos dados da safra no Brasil e Argentina também devem ser observados.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Após relatório USDA, futuros de milho sobem na Bolsa de Chicago, e B3 acompanha

Os principais contratos de milho encerraram o dia com preços em alta nesta terça-feira (10). O boletim do USDA divulgado no dia de hoje trouxe, entre outras coisas, menores estoques finais norte-americanos. De outro lado, exportações e uso para o etanol, carro-chefe do uso no país, foram revisados para cima. Houve também uma redução nos estoques finais e produção mundial do cereal. No Brasil, um ponto que merece atenção é o incremento do consumo, em 2,1 milhões de toneladas, em face da produção de etanol de milho.

OS FECHAMENTOS DO DIA 10/12

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em alta no dia: o vencimento de janeiro/25 foi de R$ 75,92 apresentando alta de R$ 1.03 no dia, alta de R$ 3,59 na semana; março/25 fechou a R$ 74,17, alta de R$ 0,96 no dia, alta de R$ 2,28 na semana; o vencimento maio/25 fechou a R$ 73,13, alta de R$ 0,92 no dia e alta de R$ 1,69 na semana.

RELATÓRIO DO USDA – DEZEMBRO DE 2024 – MILHO
SAFRA AMERICANA

A perspectiva para o milho dos EUA em 2024/25 deste mês é de mais milho usado para etanol, maiores exportações e estoques finais mais baixos. O grão usado para produzir etanol foi aumentado em 1,27 MT para 139,7 MT, com base nos dados mais recentes do relatório de produção de grãos e coprodutos e dados semanais de produção de etanol, conforme relatado pela Energy Information Administration para o mês de novembro. Esses dados implicam que o milho usado para etanol durante o trimestre de setembro a novembro foi o mais alto desde 2017.

As exportações de milho foram aumentadas em 3,81 MT para 62,87 MT, refletindo o ritmo de vendas e embarques até o momento. Sem outras alterações de uso, os estoques finais de milho são reduzidos para 44,15 MT. O preço médio da temporada recebido pelos produtores permanece inalterado em US$ 4,10 por bushel. A produção global de grãos forrageiros para 2024/25 está prevista para 0,6 milhão de toneladas menor, para 1,499 bilhão.

SAFRA GLOBAL

A perspectiva de grãos forrageiros estrangeiros para 2024/25 é de menor produção, comércio e estoques finais em relação ao mês passado. A produção estrangeira de milho foi cortada com declínios para a UE, México e Indonésia parcialmente compensados por um aumento para a Ucrânia. A produção da UE está em queda, refletindo reduções para Itália, Romênia, Croácia e Áustria que são parcialmente compensadas por aumentos para Polônia, Espanha e França. A produção de milho do México foi reduzida, refletindo menores expectativas de área de milho de inverno.

A produção estrangeira de cevada está ligeiramente maior, com aumentos no Canadá e Ucrânia, parcialmente compensados por reduções para a Austrália e a UE. As exportações de milho para 2024/25 estão aumentadas para os Estados Unidos e Canadá, mas reduzidas para a UE. As importações de milho são maiores para Bangladesh, UE, Irã e México, mas reduzidas para a China.

Os estoques finais de milho estrangeiro são reduzidos com base nos declínios da China, UE e Indonésia. Os estoques globais de milho, em 296,4 milhões de toneladas, caíram 7,7 milhões.

Fonte: T&F Agroeconômica



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