Nesta semana, as estimavas climáticas alertam para as precipitações generalizadas e com potencial de atrapalhar a finalização da colheita da soja no Brasil Central.

O mês de março é um período chuvoso na maior parte do país, tendo em vista que os primeiros dias do mês já registraram boas precipitações e tudo indica que até o final do mês teremos bons índices de chuvas na maioria das regiões. A previsão é que em março choverá dentro da média na maioria das localidades.

Os modelos climáticos de hoje, mostram um canal de umidade que desce da região norte e passa pela área central do país e chega até a parte sudeste, isso traz essa condição de chuvas relatado anteriormente.

Para se ter uma ideia dessa caminho de umidade, estão estimados volumes de até 100 milímetros desde o nordeste do Rio Grande do Sul até a Amazônia, porém, essa coluna não deve alcançar em cheio a região Centro-Oeste, mesmo assim, influenciará as áreas de instabilidade.

Apesar da intensidade das chuvas, não devem ocorrer grandes invernadas nesta semana (vários dias consecutivos com temperaturas mais baixas nas regiões com precipitação mais volumosa).

A temperatura máxima permanecerá elevada na maior parte do país, indicando aparecimento de sol pela manhã e pancadas de chuva durante a tarde. Essas chuvas, sem dúvida, podem inviabilizar trabalhos de campo como a colheita e alguns tratos culturais, mas por outro lado, são fundamentais para o desenvolvimento das culturas de segunda safra no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul especialmente. Em Goiás, as chuvas previstas serão de menor intensidade, mas dentro da média histórica.

De acordo com o modelo Cosmo do Inmet, as áreas de instabilidade seguem sobre a maior parte do país e as chuvas devem seguir nos próximos dias sobre a maior parte do Brasil. Um sistema de baixa pressão oriundo do Atlântico Sul e a zona de convergência intertropical do Norte, são a causa principal.



Para Goiás, os volumes previstos variam de 5 a 30 mm para as próximas 72 hs e com possibilidade de aumento de volume para os próximos 5 dias, com influência clara.

No mapa de precipitação acumulada nos últimos 10 dias, nota-se um volume acumulado médio de 90 mm de chuva nos primeiros dias do mês de março, o que evidencia uma boa condição de umidade de solo.

De acordo com relatos das regiões produtoras, não tem havido problemas de maior ordem na colheita ou na realização dos tratos culturais nas lavouras de segunda safra em Goiás. Os produtores têm aproveitado bem as janelas de estiagem.

Os mapas do Centro deEstudos do Oceano, Clima e Atmosfera dos EUA (COLA, na sigla em inglês), mostra que na semana de 12 a 20 de março, as chuvas continuarão no Brasil.

Já para a segunda quinzena (20 a 28) as chuvas continuam com previsão de maior volume comparadas à primeira quinzena na região Norte, Nordeste e Centro do país. Para abril, as chuvas tendem a continuar na primeira quinzena e diminuírem a partir de então. De acordo com essa previsão, as culturas de segunda safra devem receber ainda bons volumes de chuvas o que proporcionará bom desenvolvimento para as plantas nesse estágio inicial.

Nos mapas de variação de chuvas produzidos pela ARC MERCOSUL, o mês de abril será de chuvas dentro da média para Goiás, com exceção do norte goiano que deverá receber chuvas acima da média, influenciadas pela zona de convergência intertropical.

Na análise de monitoramento do clima do AGRITEMPO/EMBRAPA, as condições de umidade de solo continuam satisfatórias em todas as regiões do estado de Goiás. Os índices de evapotranspiração tendem a aumentar em função da continuidade das altas temperaturas, mesmo assim ainda não há necessidade de irrigação nas áreas de produção.

As condições de colheita continuam desfavoráveis em boa parte das regiões, porém, como dito anteriormente, os produtores não têm encontrado problemas mediante os períodos de estiagem. O tempo para tratamento fitossanitário continua desfavorável na maioria das áreas em Goiás.

Fonte: Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás – IFAG

Texto originalmente publicado em:
IFAG
Autor: Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás – IFAG

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