Com crescente participação, safra após safra, os enfezamentos (pálido e vermelho) que acometem a cultura do milho podem causar significativas perdas produtivas. Segundo Lobato (2021), em lavoura afetadas, os danos ocasionados pelos enfezamentos no milho podem chegar a 70%.

Os enfezamentos são transmitidos ao milho pelo inseto vetor, cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). Embora possa causar danos diretos pela alimentação, os maiores prejuízos causados pela cigarrinha na cultura do milho estão relacionados a transmissão dos enfezamentos.

Quanto mais jovem a planta de milho é infectada, maiores os danos e reduções da produtividade, sendo considerado, o período da emergência a V5 como crítico para o controle da cigarrinha-do-milho.

Figura 1. Período crítico para o controle da cigarrinha-do-milho.

A praga é considerada hospedeira da cultura do milho, sendo que o milho é o único hospedeiro conhecido da cigarrinha Dalbulus maidis no Brasi (Cota et al., 2021). Cabe destacar que a cigarrinha ainda apresente elevada habilidade reprodutiva, o que atrelado ao seu ciclo relativamente curto, contribui significativamente para o aumento populacional da praga. As fêmeas depositam cerca de 14 ovos dia-1, podendo colocar 611 ovos durante os seus 45 dias de vida (Waquil, 2004).



Na safra atual, o aumento populacional da praga tem levantado preocupações para o cultivo do milho safra. Embora a capacidade da praga em transmitir o enfezamento não esteja relacionada a sua densidade populacional, mas sim a quantidade de indivíduos infectados, por não possuir nível de ação até então definido para a cigarrinha, a presença da praga nas lavouras de milho, em especial durante o período crítico de controle, já justifica o controle da cigarrinha Dalbulus maidis.

Aliado ao controle químico com a pulverização de inseticidas, estratégias complementares como o uso de híbridos de milho resistentes ou tolerantes aos enfezamentos, o controle do milho tiguera na entressafra e o tratamento de sementes com inseticidas, contribuem para o manejo da cigarrinha do milho e consequentemente dos enfezamentos.  Vale destacar que áreas cuja presença de milho foi observada anteriormente (milho tiguera), necessitam atenção especial no monitoramento durante o período crítico de controle da cigarrinha para evitar maiores perdas produtivas.


Veja mais: Controle químico da cigarrinha do milho – confira o desempenho de alguns ativos


Confira abaixo as dicas do Engenheiro Agrônomo Eduardo Wammes.


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Referências:

COTA, L. V. et al. MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa milho e Sorgo, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 08/11/2022.

LOBATO, B. CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS DO MILHO DESAFIAM PRODUTORES, QUE DEVEM SEGUIR RECOMENDAÇÕES DE MANEJO. Embrapa, News, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-noticias/-/noticia/65316124/cigarrinha-e-enfezamentos-do-milho-desafiam-produtores-que-devem-seguir-recomendacoes-de-manejo >, acesso em: 08/11/2022.

WAQUIL, J. M. CIGARRINHA-DO-MILHO: VETOR DE MOLICUTES E VÍRUS. Embrapa, Circular Técnica, n. 41, 2004. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1344498/2767891/cigarrinha-do-milho-vetor-de-molicutes-e-virus.pdf/17d847e1-e4f1-4000-9d4f-7b7a0c720fd0 >, acesso em: 08/11/2022.

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