Milho

O avanço da colheita no RS foi mais intenso nessa semana, alcançando os 83% da área  estimada. As regiões do Estado que ainda estavam colhendo e as que já haviam encerrado a colheita de soja – prioritária entre as culturas de verão – retomaram a colheita do milho.

Nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí, a safra da soja foi encerrada na maioria das lavouras, reassumindo a colheita da cultura do milho, ainda de forma lenta e com produtividades semelhantes aos volumes obtidos antes da parada para a colheita da soja.

As lavouras destinadas ao milho silagem, nessas regiões, estão apresentando potencial produtivo elevado, nos mesmos patamares do primeiro cultivo. Menor incidência de doenças no milho de segundo cultivo.

Na região Noroeste, as fases atuais da lavoura apresentam 4% em floração, 10% em enchimento de grãos, 2% maduro e 83% já colhido. A previsão de produtividade média na região se mantém acima de oito toneladas por hectare, um incremento de 12,8% a mais da expectativa inicial na região.

As lavouras do segundo plantio (safrinha) foram beneficiadas com as chuvas da última semana e têm apresentado um bom desenvolvimento das plantas. A maioria entra em formação das espigas. As chuvas da última semana melhoraram as lavouras das áreas com solos rasos ou pedregulho. Vem sendo realizado o controle de pragas. Produtores iniciam a colheita de silagem com planta inteira do segundo plantio, para reserva de alimentos aos animais e também para os períodos de menor oferta de alimentos para suplementação.

Com 95% da área já colhida no Planalto Médio, a produtividade média está próxima das 8,5 toneladas por hectare.

No Alto Uruguai, a colheita já alcança os 92% da área implantada. A média de produtividade, obtida com informação de 32 municípios, é de cerca de 150 sacas por hectare.

A operacionalização da colheita do milho é favorecida pelo clima nas regiões da Fronteira Oeste e Campanha. As lavouras destinadas à silagem apresentam produtividade entre 15 e 25 toneladas por hectare, e as áreas para produção de grãos, entre 60 a 80 sacas por hectare.



Nas regiões do Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, a lavoura do milho se encontra em diferentes condições: a maior parte das áreas já colhidas e a parte menor das lavouras em estádio de maturação fisiológica. As lavouras colhidas apresentam variação no rendimento, oscilando entre 4,2 a 7,8 toneladas por hectare. Esta diferença nos rendimentos das lavouras é devida à irregularidade de chuvas no final do ano passado. Neste mês de abril, as chuvas foram escassas e retornaram na última semana, fator que reflete negativamente nas lavouras tardias que se encaminham para o final de ciclo.

No Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, a predominância de temperaturas um tanto elevadas para a época, associada à radiação solar e a níveis adequados de umidade do solo, continua favorecendo lavouras de milho com semeadura mais tardia (lavouras formadas em restevas de fumo e feijão) e em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. Períodos quentes nesta época são altamente benéficos para a cultura, uma vez que a planta é dependente de soma térmica para completar o ciclo.

No Vale do Jaguari e na área Central do RS, a colheita atinge 72% da área plantada. Em Tupanciretã, dos 2,6 mil hectares plantados nesta safra, a maior parte é lavoura irrigada com pivô central; esta área já está totalmente colhida e apresentou uma produtividade média de 210 sacas por hectare.

Na região Sul, a expectativa permanece de bons a ótimos rendimentos para o milho, tanto para silagem como para grão. Segue a colheita de ambos com bastante intensidade. Estão colhidos 35% da área total. Os rendimentos estimados até o momento são de 4,8 toneladas por hectare.

As áreas com milho estão predominantemente na fase de maturação, com 57%. Na fase de granação, estão os 8% restantes.

O milho pós-fumo encontra-se predominantemente no estágio de desenvolvimento vegetativo e granação, objetivando elaboração de silagem e fornecimento para alimentação dos animais.

Mercado (saca de 60 quilos)

O preço médio pago aos produtores teve pequena queda, diminuindo 0,45% em relação à semana passada; a cotação foi de R$ 31,21/sc., com variação entre R$ 29,00 e R$ 38,00/sc.

Alguns produtores comercializam silagem a granel e/ou ensacada com valores entre R$ 0,20 a R$ 0,25/kg de silagem.

Fonte: Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural - nº 1551
Autor: Emater/RS

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