A semeadura da canola está tecnicamente concluída no Estado. Resta apenas a finalização em algumas áreas marginais. As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, favorecidos pelas condições predominantes de baixas temperaturas e pela radiação solar suficiente na maior parte do período. Nas áreas implantadas mais precocemente, iniciou o florescimento.

As precipitações intensas, registradas entre 27 e 28/06, ocasionaram lixiviação de nutrientes em áreas localizadas. Já as geadas não provocaram danos relevantes às lavouras em desenvolvimento vegetativo, mas causaram maior preocupação de produtores em relação apenas a poucas áreas em florescimento.

Os produtores se dedicaram à complementação da adubação nitrogenada em cobertura, ao controle de plantas daninhas, especialmente azevém, e ao monitoramento fitossanitário preventivo em função da evolução do ciclo da cultura.

A área cultivada de canola apresenta grande expansão na Safra 2026. A área estimada no Estado é de 353.397 hectares, e a produtividade média de 1.619 kg/h. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura foi concluída nos principais municípios produtores, como em Manoel Viana, Maçambará e Itacurubi, enquanto em São Gabriel e São Borja os trabalhos se encontram em fase final e devem ser encerrados nos primeiros dias de julho.

Após o excesso de umidade no início do plantio em abril e o déficit hídrico em maio, os quais causaram falhas de estande e necessidade de replantio em algumas áreas, as condições ambientais de junho favoreceram a recuperação do desenvolvimento das lavouras. Os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de azevém e o monitoramento fitossanitário voltado principalmente à canela-preta. Nas primeiras áreas implantadas, intensifica-se o planejamento das aplicações preventivas para
mofo-branco em razão da proximidade do florescimento.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com bom estande e uniformidade. A menor disponibilidade de radiação solar reduziu o ritmo de crescimento das plantas, e as chuvas intensas, registradas no final do período, favoreceram a lixiviação de nitrogênio.

Na de Ijuí, as plantas apresentam crescimento vegetativo vigoroso, folhas bem expandidas e coloração verde intensa. As geadas, ocorridas durante o período, não provocaram danos às lavouras, uma vez que a maior parte das áreas está em desenvolvimento vegetativo e com reduzida proporção em florescimento. O controle de plantas daninhas foi altamente eficaz, sendo necessárias reaplicações de herbicidas apenas em áreas com nova emergência de azevém.

Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre germinação e desenvolvimento vegetativo (93%) e florescimento (7%). Antes das precipitações, os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, utilizando predominantemente sulfato de amônio na
busca por maior eficiência no aproveitamento do nitrogênio. O monitoramento fitossanitário
foi intensificado para a prevenção de pragas e doenças.

Na de Soledade, as plantas estão bem formadas, vigorosas e com crescimento uniforme, resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e elevado nível tecnológico empregado. Na maior parte das áreas, foram concluídos o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura; essas operações seguem apenas nas lavouras implantadas mais tardiamente.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé foi de R$ 130,00; na de Ijuí, R$ 132,40; na
de Santa Rosa, R$ 126,99.

Fonte: Emater/RS


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FONTE

Autor:Emater/RS

Site: Informativo Conjuntural 1926

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