No texto de hoje, vamos ver alguns herbicidas que podemos utilizar para o manejo químico de caruru, mais especificamente do A. hybridus. Lembrando que temos diversos manejos que podemos adotar, como o controle mecânico, cultural, físico, biológico, preventivo e químico. A integração destes métodos é que chamamos de manejo integrado de plantas daninhas (MIPD).

No artigo anterior, você aprendeu a identificar o Amaranthus hybridus no campo. Agora, vamos ver alguns manejos que podemos realizar no campo para o controle desta planta daninha.

Em estudo feito por Braz et al. (2012), os autores avaliaram a porcentagem de controle de A. hybridus com os herbicidas: pyrithiobac, glufosinate, glyphosate e trifloxysulfuron, em dois estádios da planta daninha (2 a 4 folhas e 4 a 6 folhas), ou seja, herbicidas voltados para a cultura do algodão.

Com 2 a 4 folhas, o controle de 100% do caruru aos 28 dias após a aplicação, foi obtido nos tratamentos de glyphosate + pyrithiobac. Já, quando a aplicação passa a ser em plantas com 4 a 6 folhas, o controle é reduzido.

Observe pela tabela abaixo que o controle acima de 90%, foi proporcionado em vários tratamentos.

Fonte: Braz et al. (2012).

Em estudo realizado na Itália por Milani et al. (2019), os autores fizeram uma chave de identificação para diferenciar algumas espécies de caruru. Além disso, propuseram alguns herbicidas para o controle destas espécies como o imazamox (40 g i.a. ha−1), glyphosate (480 g e.a. ha−1), metribuzin (210 g i.a. ha−1) e bentazon (870 g i.a. ha−1).

A chave de identificação feita pelos autores está representada abaixo.

 

Fonte: Milani et al. (2019).

Carvalho et al. (2006), estudaram o controle de 5 espécies de carurus com diversos herbicidas. Observe pela tabela abaixo que, todos os herbicidas testados obtiveram controle acima de 96% para A. hybridus.

Fonte: Carvalho et al. (2006).

Como podemos ver, temos vários herbicidas que podem ser utilizados para o manejo do caruru-roxo.  Lembrando que precisamos fazer a rotação dos mecanismos de ação, que é uma das recomendações para a prevenção da resistência de plantas daninhas a herbicidas.

Conclusão

A cada ano surgem novos casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas. O primeiro passo para um manejo adequado e eficiente no plantas daninhas é a correta identificação das espécies presentes na área. No texto de hoje, você pode ver alguns herbicidas que podem ser utilizados no manejo de Amaranthus hybridus.

Vimos controles acima de 90% para diversos produtos registrados no Brasil, e que podemos fazer a rotação dos mecanismos de ação.

Gostou do texto? Tem mais dicas e informações sobre como controlar o A. hybridus? Adoraria ver o seu comentário abaixo!

Sobre a Autora: Ana Ligia Giraldeli. Sou Engenheira Agrônoma formada na UFSCar. Mestra em Agricultura e Ambiente (UFSCar), Doutora em Fitotecnia (USP/ESALQ) e especialista em Agronegócios. Atualmente sou professora da UNIFEOB.

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