A renovação de máquinas, a ampliação da estrutura produtiva e a incorporação de novas tecnologias estão entre as decisões que exigem planejamento financeiro no campo. Com investimentos de alto valor e um fluxo de caixa condicionado ao ciclo da produção, o produtor rural precisa encontrar alternativas que permitam programar essas despesas sem comprometer os recursos destinados ao custeio da atividade. Nesse cenário, o consórcio agrícola surge como uma opção para planejar a aquisição de bens e equipamentos, sem a incidência de juros bancários.

No agronegócio, a modalidade pode ser especialmente útil para investimentos que não precisam ser realizados de forma imediata. Ao definir antecipadamente o valor do crédito e incorporar as parcelas ao orçamento da propriedade, o produtor pode planejar a aquisição de ativos de maior valor sem comprometer de uma só vez os recursos destinados ao custeio da operação.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram a relevância do campo para a modalidade: em 2025, a categoria de máquinas agrícolas, representou 51% dos participantes de veículos pesados, com 467,22 mil consorciados ativos em dezembro, alta de 7,7% sobre 2024. No ano, foram vendidas 100,94 mil cotas de máquinas agrícolas, e os créditos comercializados chegaram a R$ 25,46 bilhões, avanço de 14,2% sobre os R$ 22,30 bilhões registrados no ano anterior.

Para Marcelo Lucindo, fundador e CEO da Evoy Consórcios, a lógica do consórcio é compatível com a própria dinâmica da atividade rural. “O produtor é, por natureza, um planejador. Ele precisa decidir com antecedência quando renovar uma máquina, ampliar uma área, investir em armazenagem ou incorporar tecnologia à operação. O consórcio cria uma rota organizada para esses investimentos, com parcelas previsíveis e sem juros bancários. É uma ferramenta que pode ajudar a preservar o fluxo de caixa e dar mais racionalidade às decisões de longo prazo”.

Consórcio acompanha ciclo de investimentos do produtor

Diferentemente das modalidades voltadas à aquisição imediata, o consórcio reúne participantes que contribuem mensalmente para um fundo comum, com contemplações por sorteio ou lance. Ao ser contemplado, o integrante recebe uma carta de crédito para realizar a aquisição prevista no contrato. Para o produtor rural, o recurso pode ser utilizado na compra de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, caminhões e outros equipamentos, além de imóveis rurais, estruturas e determinadas tecnologias, conforme as regras do grupo.

A modalidade também permite planejar investimentos de maior porte de acordo com o fluxo financeiro da propriedade, uma característica relevante diante da concentração de despesas em diferentes períodos do ano. Preparação do solo, plantio, colheita, comercialização e compra de insumos exigem organização financeira, tornando o planejamento antecipado dos investimentos uma alternativa para o produtor.

“O planejamento não significa olhar apenas para o valor da parcela inicial. É preciso considerar o prazo, a taxa de administração, a existência de fundo de reserva, seguros eventualmente contratados e os critérios de reajuste. A contratação precisa estar alinhada à capacidade de pagamento do produtor e ao momento em que ele pretende realizar o investimento”, explica Marcelo.

Na comparação com o financiamento, o consórcio pode representar uma alternativa mais econômica para quem não precisa do equipamento imediatamente. Considerando a compra de um trator de R$ 500 mil, com R$ 100 mil de entrada e os R$ 400 mil restantes financiados em 60 meses, o comprador desembolsaria cerca de R$ 640 mil ao final do período. Desse total, aproximadamente R$ 240 mil correspondem aos juros do financiamento, o que significa pagar cerca de R$ 140 mil a mais do que o valor do veículo, considerando também a entrada.

Já no consórcio, para complementar os R$ 100 mil já disponíveis, seria possível contratar uma carta de crédito de R$ 400 mil. Em um plano de 60 meses, considerando taxa de administração de 15% e fundo de reserva de 2%, as parcelas ficariam em torno de R$ 7.800, resultando em um custo total de aproximadamente R$ 468 mil. Desse montante, cerca de R$ 68 mil correspondem às taxas de administração e ao fundo de reserva, sem considerar eventuais reajustes da carta de crédito previstos em contrato.

Ausência de juros não elimina custos

Embora o consórcio não tenha juros bancários, o produtor deve considerar custos como taxa de administração, fundo de reserva, seguros e eventuais atualizações das parcelas e da carta de crédito. Por isso, a modalidade deve ser avaliada pelo custo total da operação e pela adequação do prazo ao planejamento da propriedade, e não apenas pela ausência de juros.

Outro ponto é o momento da contemplação, que ocorre por sorteio ou lance e, portanto, não garante o recebimento imediato da carta de crédito. “Não existe contemplação imediata garantida em um consórcio regular. Quando o investimento pode ser planejado, porém, o consórcio pode se tornar uma ferramenta interessante para organizar a renovação de ativos e preservar recursos para outras necessidades da atividade rural”, finaliza Marcelo.

Sobre a Evoy 

A Evoy é uma administradora de consórcios autorizada pelo Banco Central do Brasil, criada a partir de mais de 20 anos de experiência prática em venda de cotas de consórcio. Em um mercado tradicionalmente concentrado em grandes grupos financeiros, a empresa se diferencia por unir conhecimento comercial a uma abordagem moderna, posicionando o consórcio como instrumento de acesso a crédito, investimento e construção de patrimônio, viabilizados por meio do planejamento financeiro.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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