Os pulgões fazem parta do grupo das principais pragas do trigo, sendo frequentemente observados no início do desenvolvimento da cultura. Embora possam causar danos diretos, os pulgões se destacam pelos danos indiretos, mais especificamente pela transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada (Barley/Cereal yellow dwarf vírus). Segundo Joris et al. (2022), dependendo da sensibilidade da cultivar, o vírus do nanismo amarelo da cevada pode causar redução de produtividade de até 80%, podendo em situações severas, comprometer a viabilidade e rentabilidade da lavoura.

Foto de capa: Douglas Lau

A incidência de vírus do nanismo amarelo da cevada depende dos níveis populacionais dos pulgões, que são influenciados pelas condições do ambiente. Anos quentes e secos costumam resultar em populações mais numerosas (Joris et al., 2022). Dessa forma, o controle eficiente dos pulgões é fundamental para reduzir a transmissão do vírus e danos ocasionados por ele no trigo.

Embora o tratamento de sementes com inseticidas possa ser considerado uma das principais estratégias de manejo dos pulgões, em algumas situações o controle químico via pulverização da parte aérea do trigo é necessário para conter elevadas populações. Para tanto, deve-se definir, com base nas recomendações pré-estabelecidas, o melhor momento para a aplicação de inseticidas via pulverização para o controle dos pulgões.



Visando um controle eficiente dos pulgões, além de definir o melhor momento de controle, é necessário realizar o adequado posicionamento de produtos, a fim de controlar efetivamente a espécie infestante. A eficiência de controle dos pulgões por inseticidas pode variar de acordo com a espécie da praga, sendo recomendado, identificar os pulgões, a fim de melhor posicionar os inseticidas.

Confira abaixo os inseticidas registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o controle de pulgões em trigo, bem como as principais espécies controladas.

Tabela 1. Inseticidas para o controle de pulgões em trigo via pulverização: Metopolophium dirhodum, Rhopalosiphum padi, Sitobion avenae e Schizaphis graminum = Rhapalosiphum graminum e Rhopalosiphum graminum (de acordo com o Mapa). Ingrediente ativo, grupo químico, marca comercial, formulação, concentração do ingrediente ativo e inseto-alvo.

(1) O uso dos inseticidas, além do registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), está sujeito à legislação de cada estado. Para maiores informações sobre os produtos agroquímicos e afins registrados no Mapa consulte https://agrofit.agricultura.gov.br/ (2) EC – Concentrado Emulsionável; EW – Emulsão Óleo em Água; SC – Suspensão Concentrada; SL – Concentrado Solúvel; SP – Pó Solúvel; WG – Granulado Dispersível Adaptado: Joris et al. (2022)

Tabela 1. Continuação…

(1) O uso dos inseticidas, além do registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), está sujeito à legislação de cada estado. Para maiores informações sobre os produtos agroquímicos e afins registrados no Mapa consulte https://agrofit.agricultura.gov.br/ (2) EC – Concentrado Emulsionável; EW – Emulsão Óleo em Água; SC – Suspensão Concentrada; SL – Concentrado Solúvel; SP – Pó Solúvel; WG – Granulado Dispersível Adaptado: Joris et al. (2022)


Veja mais: Tomada de decisão no controle de pulgões em trigo


Referências:

JORIS, H. A. W. et al. Informações técnicas para trigo e triticale: 14ª reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de trigo e triticale. Castro, PR: Fundação ABC e Biotrigo Genética, 2022. Disponível em: < https://www.conferencebr.com/conteudo/arquivo/informacoes-tecnicas-para-trigo-e-triticale–safra-2022-1649081250.pdf >, acesso em: 29/06/2022.

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