Autores: Prof. Dr. Argemiro Luís Brum e Jaciele Moreira.

As cotações do milho em Chicago igualmente subiram nesta semana, com o primeiro mês cotado fechando a quinta-feira (19) em US$ 4,22/bushel, contra US$ 4,08 uma semana antes.

Mesmo com a colheita chegando ao final e pressionando o mercado, os preços não cedem. Cerca de 95% da área de milho nos EUA estava colhida em 15/11, contra a média histórica de 87% para esta época.

Já os compromissos de exportações estadunidenses de milho somaram 978.300 toneladas na semana anterior. Com isso, o total comprometido atinge a 34,2 milhões de toneladas neste ano comercial, contra pouco mais de 12 milhões no ano anterior no mesmo período. O governo estadunidense calcula uma exportação total de milho, em 2020/21, na altura de 67,3 milhões de toneladas. Até meados de novembro, foram efetivamente embarcadas no atual ano comercial, iniciado em 1º de setembro, um total de 8,4 milhões de toneladas, volume 68% maior do que no mesmo período de 2019.

Por sua vez, na Argentina o plantio da nova safra de milho chegou a 43% da área esperada, contra 41% semeados em igual momento do ano anterior. A Argentina espera plantar 9,4 milhões de hectares de milho neste ano, ou seja, 0,53% menos do que o ano passado.

E no Brasil, os preços do cereal continuaram subindo em muitas regiões. A média no balcão gaúcho fechou a semana em R$ 80,19/saco, enquanto nas demais praças nacionais os preços médios assim ficaram: R$ 78,00 no centro de Santa Catarina; R$ 69,00 no Paraná e em Campo Novo do Parecis (MT); R$ 71,00 em Maracaju (MS); R$ 80,00 em Itapetininga (SP); R$ 83,00 no CIF Campinas (SP); R$ 70,00 em Jataí e R$ 68,00/saco em Rio Verde, ambas em Goiás.

Por outro lado, a comercialização da safra de verão 2020/21 do milho, no centro-sul brasileiro, já atingia a 21% no início da semana, sendo um recorde para a época. No ano passado, nesta época, as vendas atingiam apenas 5% da produção esperada, enquanto a média histórica é de 3,2% para o período. Enquanto isso, a segunda safra (safrinha) já estaria vendida em 39% de sua produção esperada, contra 26% no ano passado e 15% na média histórica para esta época. A expectativa é de que a produção total de milho no Brasil em 2020/21 alcance 114,5 milhões de toneladas, sendo 27,8 milhões na primeira safra e 86,7 milhões na segunda. Em relação a safra 2019/20 a safra de verão já está vendida em 97% e a segunda safra em 88%. (cf. Datagro)



A exportação de milho igualmente começou a se reduzir neste mês de novembro. Segundo a Secex, nos nove primeiros dias úteis do corrente mês o Brasil exportou 2,27 milhões de toneladas de milho, lembrando que em outubro as vendas externas atingiram a 5,16 milhões de toneladas. A média diária ficou 2,13% menor do que a média do mês passado, embora esteja 22,8% acima da média diária de novembro de 2019. O preço da tonelada exportada atingiu a US$ 181,50 em novembro.

Enquanto isso, a Anec estima que as exportações nacionais de milho em novembro fiquem em 4,8 milhões de toneladas. Portanto, para chegar a este volume o país terá que exportar mais 2,53 milhões de toneladas no restante do mês de novembro.

Já no mercado interno, os produtores se retraíram nas vendas diante da possibilidade de quebra da safra de verão de milho devido a falta de chuvas em muitas regiões. Dito isso, no Centro-Oeste, parte do Sudeste e no Matopiba as chuvas retornaram com força nesta semana.

Enfim, no Paraná, 98% da área de milho verão está semeada, com 11% entrando em floração e 71% das mesmas estando em boas condições. (cf. Deral) No Mato Grosso do Sul, os produtores locais negociaram 70% das 10,6 milhões de toneladas de milho colhidas na recente safrinha, com o preço médio subindo para R$ 71,50/saco. Houve um leve recuo nestes valores, sobre a semana anterior, porém, ainda assim tais preços estão muito acima dos R$ 33,50/saco que foi a média regional no ano passado. (cf. Famasul)


Quer saber mais sobre a Ceema/Unijui? Clique na imagem e confira.

Fonte: Informativo CEEMA UNJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum (1) e de Jaciele Moreira (2).

1 – Professor do DACEC/UNIJUI, doutor em economia internacional pela EHESS de Paris França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA.
2-  Analista do Laboratório de Economia da UNIJUI, bacharel em economia pela UNIJUÍ, Tecnóloga em Processos Gerenciais – UNIJUÍ e aluna do MBA – Finanças e Mercados de Capitais – UNIJUÍ e ADM – Administração UNIJUÍ

Texto originalmente publicado em:
CEEMA
Autor: CEEMA Unijui

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.