O estádio vegetativo do terceiro trifólio (V3) ocorre quando o terceiro trifólio está desenrolado. Em caso de dano ao ponto de crescimento, gemas auxiliares permitem que a planta compense a produtividade final. O sistema radicular continua crescendo, podendo expandir-se em toda a área das entrelinhas.

O estádio vegetativo continua enquanto houver a produção de trifólios. Cultivares de soja com hábito de crescimento determinado geralmente completam o estágio vegetativo quando o florescimento se inicia. Cultivares de hábito de crescimento indeterminado produzem trifólios até o início do enchimento de grãos.


Veja também: Desenvolvimento da cultura da soja: segundo trifólio (V2) x práticas de manejo


Fonte: IPNI.

As plantas em V3 possuem 18 a 23 cm de altura e quatro nós, cujas folhas apresentam folíolos desdobrados (Figura 1). As plantas em V5 apresentam-se com aproximadamente 25 a 30 cm de altura e possuem seis nós, nos quais as folhas estão com folíolos desdobrados (Figura 2). O ângulo de inserção formado entre a haste principal e um pecíolo foliar é chamado axila. Em cada axila foliar existe uma gema axilar que é semelhante ao ponto de crescimento (gema apical) da haste principal.

Figura 1. Planta de soja no estádio V3.

Fonte: IPNI.

Figura 2. Planta de soja no estádio V5.

Fonte: IPNI.


Contudo, a gema apical pode se transformar em um ramo vegetativo, permanecer dormente (inativa) ou desenvolver um agrupamento de flores e, posteriormente, vagens. O número de ramos que se desenvolve a partir da haste principal aumenta com os espaçamentos mais largos entre as linhas da cultura e com densidades mais baixas de plantas na linha, dependendo também do cultivar em crescimento.

Em condições de campo, a planta de soja pode desenvolver nenhum ou até seis ramos. Geralmente, o ramo maior é o de inserção mais baixa na haste principal e, progressivamente, os ramos menores se desenvolvem mais acima.

Cada ramo desenvolve folhas trifolioladas, nós, axilas, gemas axilares, flores e vagens, da mesma forma que a haste principal.

Cerca de uma semana antes do início do florescimento, as gemas axilares na parte superior da haste aparecem fechadas e começam a desenvolver agrupamentos de flores chamados rácemos. Um rácemo é uma estrutura pequena semelhante à haste, que produz flores e finalmente vagens ao longo de sua extensão.

 O número total de nós que a planta pode produzir é definido em V5. Em uma planta de soja com hábito de crescimento indeterminado, o potencial de formação de nós sobre a haste principal é sempre maior que o número total de nós observado no fim do seu ciclo.

Em condições normais, o tempo decorrido entre um estádio vegetativo e o seguinte varia de três a cinco dias, sendo o maior tempo decorrido entre os estádios vegetativos iniciais e o menor tempo entre os finais. Mesmo perdas drásticas de área foliar durante os estádios vegetativos causam pequenas reduções no rendimento de grãos.


Veja também: Desenvolvimento da cultura da soja: primeiro trifólio (V1) x práticas de manejo


Práticas de manejo para V3-V5

As gemas axilares das folhas unifolioladas e trifolioladas e dos cotilédones permite à planta de soja uma grande capacidade para se recuperar de danos, tais como os causados pelo granizo.

O ápice da haste principal, ou gema apical de crescimento, normalmente exibe dominância sobre as gemas axilares laterais durante o crescimento vegetativo da planta. Se o ápice da haste é cortado ou quebrado, as gemas axilares restantes ficam livres dessa dominância apical e os ramos crescem profusamente.

Portanto, a planta possui a habilidade de produzir novos ramos e folhas após a destruição pelo granizo, recuperando praticamente toda folhagem. Cortando-se a planta abaixo do nó cotiledonar ela morrerá, isto porque não há nenhum broto axilar abaixo desse nó.

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Fonte das informações: IPNI.

Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

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