O aumento da pressão de doenças fúngicas, a dificuldade crescente no controle de percevejos e as janelas mais restritas para aplicação de defensivos estão entre os principais pontos de atenção para os produtores de soja do Sul do Brasil na safra 2026/27. Os desafios foram discutidos durante o Evento Consultor Sul, promovido em outubro pela ADAMA, que reuniu 25 consultores com atuação no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Juntos, esses profissionais atendem uma área de quase 2 milhões de hectares, abrangendo diferentes realidades produtivas e condições fitossanitárias.
Um dos cenários analisados foi o impacto do tão esperado e já falado “Super El Niño” sobre a safra. A combinação de chuvas acima da média, temperaturas elevadas e períodos prolongados de molhamento foliar pode favorecer doenças como ferrugem-asiática, mancha-alvo, antracnose, doenças de final de ciclo e mofo-branco, dependendo das condições ambientais e do sistema de produção.
Os consultores reforçaram a importância do monitoramento e da proteção preventiva, com maior rigor no posicionamento dos fungicidas, combinando diferentes mecanismos de ação e uso de multissítios, bem como atenção à escolha do momento das aplicações e à qualidade da deposição durante a pulverização. “De forma resumida, o principal aprendizado desta edição do evento é que a safra 2026/27 exigirá um manejo ainda mais estratégico e preventivo”, destaca Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA.
O manejo de plantas daninhas também esteve entre as preocupações apresentadas. A recomendação é trabalhar com programas integrados, que contemplem dessecação, aplicações sequenciais e herbicidas pré-emergentes, de acordo com as necessidades de cada área. Essa combinação de estratégias entrega estabelecimento da soja no limpo e preserva o potencial produtivo desde o início do ciclo. também contribui para o manejo da resistência.
Além de ampliar os riscos fitossanitários, o excesso de chuvas pode aumentar o risco de perdas operacionais, prejudicar a semeadura, dificultar a entrada de máquinas nas lavouras e reduzir os períodos disponíveis para pulverização. O encharcamento do solo, a erosão e a lixiviação de nutrientes são outros problemas que podem comprometer o desenvolvimento da cultura, especialmente em áreas com drenagem deficiente. “Nesse cenário, torna-se fundamental que o agricultor priorize produtos que ofereçam desempenho superior, flexibilidade de posicionamento e praticidade de uso, garantindo maior eficiência operacional e proteção da lavoura mesmo em condições adversas”, reforça Mancini.
Prejuízos causados por percevejos e tecnologia de formulação
Outro desafio discutido foi o aumento da pressão de percevejos nas últimas safras. Embora os insetos estejam presentes na lavoura, os prejuízos provocados por sua alimentação dificilmente são percebidos durante o desenvolvimento da cultura, tornando-se mais evidentes na colheita, quando podem ser identificados danos aos grãos e perdas de rendimento.
O percevejo-marrom continua sendo a espécie predominante na cultura, mas o percevejo-barriga-verde também tem ganhado relevância, especialmente pelo risco que representa para o milho cultivado em sucessão à soja. A maior pressão populacional dessas pragas reforça a necessidade de monitoramento frequente e de intervenções no momento adequado, antes que os danos se acumulem.
Durante palestra sobre inovação na proteção de cultivos, o professor Caio Carbonari, da Bioativa, destacou que a eficiência dos defensivos não depende apenas da concentração de ingrediente ativo, mas também da quantidade que efetivamente atinge o alvo após a pulverização. Isso porque a formulação interfere no comportamento do defensivo desde o preparo da calda até o contato com a planta ou alvo. Características que favoreçam a cobertura, a deposição, a adesividade e o espalhamento sobre as folhas, por exemplo, influenciam a forma como o ingrediente ativo chega ao alvo e consegue expressar seu potencial na lavoura.
“O encontro reforçou que a safra pode exigir mudanças rápidas de rota e que os desafios não podem ser enfrentados com decisões isoladas. É fundamental antecipar riscos e planejar as intervenções considerando, de forma integrada, as condições climáticas, o posicionamento dos produtos, as formulações e a tecnologia de aplicação”, conclui Mancini.
Sobre a ADAMA
A ADAMA Ltda. é uma empresa global líder em proteção de cultivos, oferecendo soluções inovadoras para agricultores no combate a plantas daninhas, insetos e doenças. A companhia possui um dos portfólios mais amplos e diversificados de ingredientes ativos do setor, apoiado por capacidades avançadas de Pesquisa & Desenvolvimento, fabricação e formulação.
Com presença em mais de 100 países, a ADAMA combina escala global com forte foco local, desenvolvendo produtos de alta qualidade e soluções customizadas, orientadas pelas necessidades reais dos agricultores e de seus parceiros comerciais.
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Fonte: Assessoria de imprensa





