O mercado brasileiro de soja tende a ter um dia mais lento, com os principais formadores de preços em direções opostas. Enquanto a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) esboça reação, sustentada por compras de barganha, o recuo do dólar, superior a 0,30%, reduz a atratividade das negociações no físico. Além disso, a queda de mais de 5% no petróleo em Nova York, diante da possibilidade de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, reforça o ambiente de cautela e baixa movimentação.
Na terça-feira (24), o mercado brasileiro de soja apresentou alguns movimentos ao longo do dia, com melhores oportunidades para maio e registros pontuais de negócios no porto também para 2027. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o comportamento geral foi de preços mistos, em meio a oscilações opostas entre Chicago e o dólar, ainda que com variações limitadas.
Silveira destaca que os prêmios vêm ganhando fôlego, o que tem favorecido oportunidades no curto prazo. “As oscilações de bolsa e câmbio foram praticamente antagônicas, mas pequenas. Já os prêmios ajudaram a abrir algumas oportunidades”, afirma.
Além disso, produtores com maior necessidade de escoamento e de geração de caixa têm participado mais ativamente do mercado, contribuindo para reduzir os spreads entre compradores e vendedores e viabilizar negócios pontuais.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,50 para R$ 125,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 125,50 para R$ 126,00. Em Cascavel (PR), houve alta de R$ 119,00 para R$ 120,00. Já em Rondonópolis (MT), as cotações permaneceram em R$ 109,00, enquanto em Dourados (MS) recuaram de R$ 112,00 para R$ 111,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 112,00 para R$ 110,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) registrou avanço de R$ 130,00 para R$ 131,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações também subiram de R$ 130,50 para R$ 131,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago operava em alta no contrato maio/26 do grão, cotado a 11,59 1/2 centavos de dólar por bushel.
* O mercado busca um movimento de correção após as perdas acumuladas no pregão anterior, com investidores realizando compras de barganha. A desvalorização do dólar frente a outras moedas também contribui para o avanço das cotações, ao tornar a oleaginosa dos Estados Unidos mais competitiva no cenário exportador.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,34%, a R$ 5,2362. O Dollar Index opera com recuo de 0,10%, a 99,330 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia encerram em alta. Tóquio, +2,87%. Xangai, +1,30%.
* As bolsas da Europa operam em alta. Frankfurt, +1,48%. Londres, +1,21%.
* O petróleo tem preços mais altos. Maio de 2026 do WTI em NY: US$ 88,80 o barril (-3,84%).
AGENDA
—–Quarta-feira (25/03)
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pela administração de informações de energia do governo dos Estados Unidos.
– Resultado financeiro da JBS, após o fechamento do mercado.
—–Quinta-feira (26/03)
– O Banco Central divulga, às 8h, o Relatório de Política Monetária referente ao primeiro trimestre.
– O IBGE divulga, às 9h, o IPCA-15 referente a março.
– Exportações semanais de grãos dos EUA (USDA), 9h30.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– O Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne.
—–Sexta-feira (27/03)
– O IBGE divulga, às 9h, a Pnad Contínua referente a fevereiro.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Autor/fonte: Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)



