O mercado brasileiro de algodão encerra a primeira semana útil de agosto com preços mais altos. Apesar do andamento da colheita do país, a pluma busca suporte na alta do dólar frente ao real, que mantém a competitividade brasileira no cenário exportador. Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana rompeu os R$ 5,40.

A indicação no CIF de São Paulo fechou o dia 6 de agosto em R$ 2,87 por libra-peso, ante R$ 2,81 no dia 30 de julho. Quando comparado ao mesmo período de julho, apresentava alta 6,3%. Em relação aos níveis em que era negociado em igual momento do ano anterior, a elevação era de 17,14%. No dia 1º de janeiro, a pluma valia R$ 2,69 por libra-peso.

No FOB exportação do porto de Santos/SP, a indicação ficou em 54,31 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,52% em relação à semana anterior. Comparado ao mesmo período do mês passado, apresenta alta de 5,95% e, em relação ao mesmo momento do ano passado, tem retração de 14,17%. Na comparação com contrato de maior liquidez da pluma negociado na Bolsa de Nova York (dez/20), o produto brasileiro está 16,26% mais acessível. Há uma semana, era 12,72% mais acessível.

As exportações brasileiras de algodão bruto somaram 77,213 mil toneladas em julho (23 dias úteis), com média diária de 3,357 mil toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 106,920 milhões, com média diária de US$ 4,648 milhões. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Em relação à igual período do ano anterior, houve avanço de 64,36% no volume diário exportado (2,042 mil toneladas diárias em julho de 2019). Já a receita diária teve elevação de 43,63% (US$ 3,236 milhões diários em junho de 2019).

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Rodrigo Ramos - Agência SAFRAS

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