InícioDestaqueEm debate, Deputados da FPA ressaltam lutas enfrentadas em defesa do agronegócio

Em debate, Deputados da FPA ressaltam lutas enfrentadas em defesa do agronegócio

Uma mesa redonda com Deputados da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) movimentou o encerramento do Encontro Nacional dos Produtores de Sementes de Soja, ENSSOJA, na sexta-feira, 24, em Foz do Iguaçu. Mediado pelo Presidente da ABRASS, Gladir Tomazelli, o debate contou com a participação dos Deputados Pedro Lupion (PP-PR), atual Presidente da FPA, Sergio Souza (MDB-PR), Coronel Fernanda (PL-MT) e José Medeiros (PL-MT).

Cada Deputado pôde expor as dificuldades e lutas enfrentadas no dia a dia da Frente Parlamentar para defender as pautas do agronegócio. Os principais debates foram relacionados à reforma tributária e o impacto no setor agrícola, sobre a demarcação de terras indígenas e o Marco Temporal, moratória da soja e à insegurança jurídica pela qual passa o País hoje.

O primeiro a falar foi o Deputado José Medeiros. Para ele, está havendo um desequilíbrio entre os 3 poderes no Brasil e a Câmara dos Deputados vem se mostrando protagonista para cumprir o seu papel institucional. O Deputado disse que a sensação de insegurança jurídica é visível no País trazendo prejuízos ao comércio, ao setor agrícola e a toda comunidade.

A Deputada Coronel Fernanda ressaltou o importante papel do agronegócio para o desenvolvimento do estado de Mato Grosso. “Eu conheço um pouco a história dos municípios do meu estado, o que eles eram antes do agro pujante e o que eles são hoje”.

Atualmente, ela defende duas importantes pautas para o estado que é a revisão da Moratória da Soja e a reponsabilidade na demarcação de terras indígenas. A deputada diz que 45% do município de Santa Cruz do Xingu seria indígena caso a bancada ruralista não tivesse atuado e aprovado o Marco Temporal.

“Ninguém quer mais investir hoje em Santa Cruz do Xingu com medo dessa situação. Tem mais ou menos 8 novas áreas para serem demarcadas como áreas indígenas. Isso é preocupante”.

Sobre a moratória da soja, acordo estabelecido pelas empresas signatárias de não adquirir soja de fazendas com lavouras em desmatamento, a Deputada informou que em julho haverá uma audiência na Câmara para tratar do assunto. No MT, cerca de 100 municípios estão sendo atingido pela moratória.

O Deputado paranaense Sérgio Souza fez várias críticas ao posicionamento do governo quando se trata do agronegócio. Ele condenou, especialmente, a retirada do Cadastro Ambiental Rural (CAR) do Ministério da Agricultura.

Souza ainda frisou que o grande desafio da bancada ruralista é buscar a redução do custo Brasil e do custo de produção. “Se faz isso garantindo o direito à propriedade, com atualização da Lei de Proteção de Cultivares, com a regularização fundiária, com Marco Temporal, garantia de recursos para seguro rural e outros tantos projetos”, reforçou.

Ele ainda criticou a reforma tributária alegando que a proposta da forma que havia sido apresentada não era boa para estados e municípios em desenvolvimento e para o produtor rural e destacou o papel da FPA. “Pedimos limite, isenção para produtor rural e alíquota diferenciada”.

No final do debate, o Deputado Pedro Lupion ressaltou a luta diária dos parlamentares para levar adiante as pautas do agronegócio junto ao projeto de reforma tributária. Ele chamou atenção para os esforços feitos a fim de conseguir 60% de redução nas alíquotas para produção de alimentos e produtos agropecuários e a retirada dos insumos agropecuários do imposto seletivo.

Lupion também criticou a cesta básica. “Não tem sentido o Brasil ser o maior produtor de proteína animal do mundo e não ter proteína na cesta básica”.

O Deputado ainda ressaltou o importante papel do setor para o País, levando em conta que representa mais de 1/3 do Produto Interno Bruto – PIB, gera mais de 30% dos empregos e é responsável por mais de 50% das exportações.

Apesar disso, o setor enfrenta narrativas contrárias que partem inclusive de setores do próprio governo. Gladir Tomazelli destacou o importante papel da FPA para o setor. “Se não fosse a FPA juntar mais 300 Deputados e 40 Senadores eu não sei onde estaríamos”.

Ele ainda disse que a ABRASS se sentiu muito honrada com a presença dos parlamentares que enriqueceram muito o evento.

ABRASS

A Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja tem sede em Brasília (DF) e foi fundada em 2012 com o objetivo de congregar em uma Entidade de classe os multiplicadores de sementes de soja de todo o Brasil, criando um ambiente institucional e multidisciplinar que fortalece a produção de sementes de soja, valoriza a atividade e seu produto final, revertendo benefícios para toda a cadeia produtiva da soja.

Atualmente o corpo de associados está distribuído em 10 estados do país, representando grande parte da produção de sementes de soja do Brasil. “Hoje nós somos 48 associados e comercializamos 25 milhões de sacas de sementes de soja, mais de 50% das sementes comercializadas em 2023”, indicou Gladir Tomazelli, Presidente da ABRASS.

Fonte: Abrass, disponível em SNA



 

FONTE

Autor:Abrass, disponível em SNA

Site: SNA

Equipe Mais Soja
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