O mercado doméstico de arroz segue calmo nas diversas praças de comercialização do país e os preços voltaram a recuar. Na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, a saca de 50 quilos do cereal em casca finalizou a quinta-feira (5) cotada a R$ 70,06, queda de 1,13% em relação a semana passada, 8,85% mais baixa frente ao mesmo período do mês anterior e 19,14% inferior quando comparada ao mesmo período do ano passado.

A câmbio avançou acentuadamente no final desta semana e retornou ao patamar de R$ 5,00. “Com o dólar demonstrando tendência altista no curto prazo, acredita-se que a divisa norte-americana possa buscar a linha dos R$ 5,15 nas próximas semanas, o que aqueceria as vendas internacionais do cereal”, projeta o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira.

Uma medida anti-inflacionária foi anunciada pelo governo do México a fim de estabilizar os preços de produtos da cesta básica. Neste plano está a taxa zero de importação para produtos básicos e insumos, entre eles o arroz em casca, o que deve impulsionar as exportações brasileiras para o país já nas próximas semanas. Tal medida deverá trazer maior competitividade para o arroz brasileiro, fazendo com que os negócios de exportação saiam com maior rapidez.

Segundo a Emater, a colheita de arroz atinge 93% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, eram 89%. Em igual momento do ano passado, eram 95% colhidos. A média para o período é de 94%. A colheita foi muito prejudicada pelo excesso de chuvas nas regiões produtoras. O restante do cultivo encontra-se maduro, apenas no aguardo pela melhora do tempo e pela diminuição de umidade para ser ceifado. A produtividade média estimada permanece em 7.650 kg/ha, significando um decréscimo de 8% da previsão inicial. Todavia, onde o volume de irrigação foi adequado, a produtividade alcançou volume superior a 11.000 kg/ha.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Rodrigo Ramos - Agência SAFRAS

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