A lei de Liebig (1850) ou Lei do Mínimo como é popularmente conhecida, estabelece que a produtividade de uma cultura e limitada pelo elemento/nutriente, cuja a concentração é inferior a um valor mínimo, abaixo do qual as sínteses não podem mais fazer-se. Em outras palavras, ainda que a maioria dos nutrientes estejam disponíveis em grandes concentrações, a produtividade da cultura é limitada pelo nutriente presente em quantidades inferiores a necessidade da cultura.

Conhecer a absorção e exportação de nutrientes pela cultura agrícola pode contribuir para um adequado manejo da irrigação, visando contornar esse problema. Para tanto, além de conhecer as quantidades absorvidas e exportadas de nutrientes pela cultura, é necessário estabelecer um adequado balanço nutricional do solo, com base na análise da fertilidade e necessidades da cultura.


Veja mais: A Lei de Liebig (ou Lei do mínimo) e a produtividade das lavouras


Tabela 1. Quantidades absorvidas e exportadas de nutrientes pela cultura da soja.

Fonte: Embrapa Soja (2008)

Um adequado balanço nutricional deve levar em consideração a diferença entre a quantidade aplicada e exportada de nutrientes por uma cultura, visando suprir as necessidades nutricionais da planta, a fim de evitar limitações produtivas e possibilitar a obtenção de altas produtividades.



A baixa disponibilidade de nutrientes no solo é um dos fatores mais limitantes do rendimento de culturas agrícolas, podendo esse rendimento variar de acordo com o aporte nutricional. De forma prática, balanços negativos indicam que as quantidades aplicadas foram inferiores às exportadas (entradas < saídas), ao passo que, os balanços positivos, indicam que as entradas foram superiores às saídas (entradas > saídas) (Seixas et al., 2020).

Figura 1. Classes de interpretação dos teores de nutriente no solo.

Adaptado: Seixas et al. (2020)

Cabe destacar que o teor de nutrientes nos grãos e consequentemente a exportação de nutrientes pode variar de acordo com a cultura, sendo possível observar maior concentração de nutrientes em grãos de culturas com alto teor de proteína, a exemplo da soja, e menor concentração de nutrientes em culturas com maior acúmulo de carboidratos nos grãos, como milho e trigo (Seixas et al., 2020).

Conhecer a dinâmica do rendimento relativo de culturas com as formas de adubação (correção, manutenção e reposição), possibilita adequar o sistema de adunação da lavoura, a fim de melhorar a produtividade da cultura e reduzir a utilização de insumos quando possível, aportando apenas o necessário para a manutenção ou reposição da fertilidade do solo, em ambientes de boa fertilidade.

Para isso, além da realização da análise química da fertilidade do solo, é necessário conhecer os processos e fatores responsáveis por “corrigir” as baixas produtividades. Pensando nisso, a Equipe Mais soja está preparando para você um curso focado no manejo da fertilidade do solo, adubação, calagem e gessagem para a correção das baixas produtividades. Fique ligado, em breve o curso estará disponível para matrícula!

Referências:

EMBRAPA SOJA. TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO DE SOJA – REGIÃO CENTRAL DO BRASIL 2009 E 2010. Embrapa Soja, Sistemas de Produção, 13, 2008. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/471536/1/Tecnol2009.pdf >, acesso em: 15/12/2021.

SEIXAS, C. D. S. et al. TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO DE SOJA. Embrapa, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 15/12/2021.

Acompanhe nosso site, siga nossas mídias sociais (Site, Facebook, Instagram, Linkedin, Canal no YouTube) 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.