Embora ainda distante da semeadura, a segunda safra de milho, a chamada ‘safrinha’, deverá sofrer ataques potencialmente intensos da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis). A previsão vem da equipe técnica da companhia Sipcam Nichino Brasil, com base em modelos climáticos que apontam para a prevalência do fenômeno El Niño no próximo ciclo da cultura, sobretudo em regiões como Oeste da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.

“A presença do El Niño, com temperaturas elevadas, favorece a proliferação de lagartas de alta complexidade como a cigarrinha-do-milho”, antecipa o engenheiro agrônomo Heberton de Melo, representante técnico de desenvolvimento comercial da Sipcam Nichino.  

“Os principais problemas decorrentes de infestações da ‘cigarrinha’ estão relacionados ao ‘enfezamento’ da cultura do milho”, diz Melo. “O inseto constitui um vetor de doenças (fitoplasma, espiroplasma e molicutes) e de duas viroses, a do ‘raiado fino’ e a do ‘mosaico estriado’. Não contida, em híbridos suscetíveis, a praga leva ao produtor perdas situadas entre 30% e 90% de uma lavoura”, ele alerta.

Conforme o agrônomo, estudos desenvolvidos pela companhia, realizados com suporte de consultores e pesquisadores, comprovam que o controle efetivo dessa praga hoje passa por um ‘novo olhar’ do produtor quanto a mecanismos de manejo disponíveis.

“O controle do estágio ‘ninfa’ da ‘cigarrinha’ tornou-se central na estratégia de manejo do produtor, para obter sucesso na contenção e produzir mais e melhor”, explica Melo. Segundo ele, essa constatação veio de quase 80 trabalhos de campo, envolvendo a participação de 24 consultorias, institutos de pesquisas e universidades de ponta, como Unesp de Botucatu, Desafios Agro, Ceres, Fundação Rio Verde, Multcrop e outras.

Quebra do ciclo, novo olhar técnico

Esses estudos, ele esclarece, antecederam ao lançamento do inseticida Fiera®, colocado no mercado pela Sipcam Nichino há cerca de três anos e já situado entre os chamados produtos-estrela da companhia. “O manejo da ninfa, até pouco tempo atrás, não era prioridade nos tratamentos voltados à cigarrinha-do-milho, visavam somente à fase adulta do inseto, sem focar, portanto, na quebra do ciclo da praga”, comenta Melo.

“Oferecemos hoje ao mercado um novo olhar técnico: o controle de todas as fases jovens da praga. A pesquisa demonstrou a relevância exercida pelas ninfas no processo de disseminação da contaminação do milho por vírus e molicutes”, ele complementa

Segundo Heberton de Melo, Fiera® constitui um inseticida fisiológico, seletivo e regulador de crescimento de insetos. Ele reforça que o conjunto de ensaios realizados trouxe indicadores robustos de controle de ninfas da Daubulus maidis, na faixa de 95% a 100%.

De acordo com o agrônomo, o inseticida Fiera® acarreta efeitos, ainda, na fertilidade e fecundidade das fêmeas adultas da cigarrinha, com reduções de mais de 65% na ‘postura’ de ovos e de 90% na eclosão de ninfas. “Isto representa uma queda significativa na capacidade reprodutiva do inseto. A solução reduz a multiplicação da praga na fazenda e evita surtos de infestação.”

Melo adianta também que o inseticida apresenta ação de contato, vapor e “afeta velozmente todos os estágios do ciclo de vida da Daubulus maidis”. Conforme a Sipcam Nichino, Fiera® tem por ingrediente ativo o Buprofezina 250 (SC), desenvolvido pela Nichino no Japão.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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