A ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) é uma das mais temidas doenças fungicas que pode incidir sobre a cultura da soja. A doença apresenta elevado poder destrutivo causando danos que impactam significativamente a produtividade da soja, podendo até mesmo comprometê-la em casos mais severos. Além disso, a doença apresenta rápido desenvolvimento e expansão, podendo incidir sobre a soja em qualquer estádio do desenvolvimento da cultura.

Tendo em vista se impacto econômico, a ferrugem-asiática é uma das doenças, se não a doença mais monitorada durante o desenvolvimento da cultura. Em virtude de suas características de infecção e danos, a ocorrência de ferrugem em uma lavoura acende um alerta para toda a região de cultivo, fazendo com que sojicultores busquem alternativas de manejo visando reduzir a interferência dessa doença na produtividade da soja, sendo uma delas, o uso de fungicidas de forma preventiva.



Uma das ferramentas mais utilizada para monitorar a ocorrência de ferrugem é o Consórcio Antiferrugem, uma ferramenta fruto de parceria público-privada que visa auxiliar técnicos e produtores no combate a ferrugem. No Consórcio Antiferrugem são reportados todos os casos de ocorrência da ferrugem, assim como o estádio de desenvolvimento da cultura em que a doença está ocorrendo, auxiliando na definição de práticas de manejo e posicionamento de fungicidas.

A pesquisadora da Embrapa Soja, Claudia Vieira Godoy explica que no cenário atual, vários casos de ferrugem foram reportados ao Consórcio Antiferrugem, sendo que esse evento de maneira geral vem ocorrente na fase de enchimento de grãos da soja (estádio R5).


Veja também: Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2019/2020


Figura 1. Mapa de dispersão da ocorrência da ferrugem-asiática, número de casos de ocorrência reportados no RS e estádio de maior ocorrência da doença na cultura da soja.

Fonte: Consórcio Antiferrugem

Embora já sejam reportados 91 casos de ocorrência no Rio Grande do Sul, a maior concentração da ocorrência da doença em R5 evidencia que as estratégias utilizadas para o manejo da ferrugem-asiática vêm surtindo efeito positivo, possibilitando um “escape” da soja a ocorrência da doença nos estádios anteriores ao enchimento de grãos. Ainda que a maior ocorrência da doença seja reportada no Sul do Brasil, não significa que se tenha uma epidemia mais severa de ferrugem, nesses estados.

Para acessar o Consórcio Antiferrugem clique aqui!

Confira o vídeo abaixo com as contribuições da Pesquisadora da Embrapa Soja Claudia Vieira Godoy.


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Referência:

CONSSÓRCIO ANTIFERRUGEM. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 23/02/2021.

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