A buva (Conyza spp) é uma espécie anual, que produz elevada quantidade de semente por planta, com características e estruturas que conferem fácil dispersão e agressividade competitiva, fatores que contribuem para a boa adaptabilidade ecológica, sobrevivência dos biótipos resistentes e presença em sistemas de conservação do solo (Moreira et al. 2007).

Sua infestação tem aumentado significativamente em áreas de produção do sistema de cultivo de soja-trigo-milho. A buva pode germinar no outono e no inverno com ciclo adentrando ao verão e caracterizando-se assim como uma planta de inverno e verão (Vargas et.al.2007).

Dentro do manejo de buva, a cobertura de solo é fundamental, por meio do cultivo de plantas de cobertura que consigam promover grande quantidade de massa verde que dificulta o aparecimento e desenvolvimento da buva, facilitando o manejo pré-semeadura da próxima cultura. Por isso que é observado menor aparecimento deste tipo de planta daninha nas entrelinhas de trigo ou aveia, se comparado com a entrelinha de milho que permite maior penetração de radiação solar.



Em trabalho apresentado e publicado nos anais da 62ª Reunião Técnica Anual da Pesquisa do Milho & 45ª Reunião Técnica Anual da Pesquisa do Sorgo, os autores Nunes, A. L.; Betto, A. S.; Cinelli, R.; Dysarz, R.; Gubiani, J. E.; Polito, R. A. e Pretto, M. verificaram a eficiência de diferentes herbicidas pré e pós emergentes utilizados no momento da dessecação, com posterior aplicação sequencial para o controle de Conyza spp., além de avaliar se é possível a ocorrência de interferência dos herbicidas pré-emergentes na cultura do milho.

Esses autores concluíram que os herbicidas pré-emergentes utilizados não causaram interferência sobre o rendimento da cultura. Os tratamentos com destaque no controle de Conyza spp. nos primeiros 28 DAA foram os que continham flumioxazin e saflufenacil, ambos com aplicação sequencial. Na última avaliação as análises demonstraram equivalência entre os tratamentos.

Confira os resultados obtidos pelos autores abaixo:

Figura 01. Controle de Conyza spp. (%) em função dos tratamentos herbicidas aos 07, 14, 21, 28 e 35 dias após a aplicação (DAA). Médias seguidas de uma mesma letra não diferem dentro do mesmo período de avaliação pelo teste de Tukey a 5%.

Fonte: Nunes, A. L.; Betto, A. S.; Cinelli, R.; Dysarz, R.; Gubiani, J. E.; Polito, R. A. e Pretto, M, (2017).

Figura 2. Rendimentos de grãos da cultura do milho (kg ha-1) em função dos tratamentos herbicidas. Médias seguidas por uma mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%.

Fonte: Nunes, A. L.; Betto, A. S.; Cinelli, R.; Dysarz, R.; Gubiani, J. E.; Polito, R. A. e Pretto, M, (2017).

O trabalho completo pode ser acessado nos Anais da 62ª Reunião Técnica Anual da Pesquisa do Milho & 45ª Reunião Técnica Anual da Pesquisa do Sorgo.

Em trabalho realizado por Grigolli J.J, F. a respeito do manejo de plantas daninhas no milho safrinha, obteve os seguintes resultados:

Figura 1. Porcentagem de controle de buva aos 28 dias após a aplicação (ou 13 dias após a segunda aplicação no tratamento com sequencial) de tratamentos herbicidas, em diferentes estádios de desenvolvimento. e.a. equivalente ácido; i.a. ingrediente ativo; / aplicação sequencial.

Fonte: Adaptado de Blainski et al. (2008).

Figura 3. Eficiência de controle (%) de buva com mais de 30 cm de altura aos 27 dias após a segunda aplicação no manejo sequencial.

Fonte: Adaptado de Ferreira et al. (2010).

Confira o trabalho completo clicando aqui.



Elaboração: Andréia Procedi – Equipe Mais Soja. 

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