De acordo com os dados do USDA, a colheita de algodão da safra 2026/27 nos EUA atingiu 41,00% até o último domingo (18/10), percentual 4,00 p.p. acima da média dos últimos cinco anos. Em relação às condições das lavouras, 35,00% foram classificadas como boas e excelentes, avanço de 1,00 p.p. ante à semana anterior. Mesmo com a melhora semanal, o indicador permanece abaixo da média histórica, sinalizando condições menos favoráveis que o padrão dos últimos anos. Diante da melhora das condições climáticas nas últimas semanas, o USDA revisou para cima sua estimativa de produção em 1,83% em relação à divulgação de set/26, para 2,93 mi de t de pluma.

Ainda assim, a produção projetada permanece abaixo da registrada na safra anterior, limitando a expansão da oferta norte-americana. Nesse contexto, o avanço da colheita e os resultados produtivos seguirão no radar do mercado, podendo influenciar as expectativas de oferta global e a trajetória dos preços do algodão.

Confira os principais destaques do boletim:

  • DESVALORIZAÇÃO: a maior oferta de pluma em Mato Grosso tem pressionado as cotações no estado, que recuaram 2,74% em relação à semana passada.
  • DIMINUIÇÃO: com a maior disponibilidade de caroço no mercado e o enfraquecimento da demanda, o preço do coproduto recuou 4,18% na semana.
  • REDUÇÃO: o preço do poliéster exibiu redução de 6,62% no comparativo semanal e ficou precificado na média de ¢ US$ 47,29/lb.
Em set/26, o custeio estimado da safra 26/27 ficou em R$ 10.615,04/ha, recuo de 0,03% em relação a ago/26, aponta o projeto CPA-MT¹.

A redução foi pautada principalmente pela queda de 0,18% nas despesas com defensivos. No entanto, esse movimento foi parcialmente compensado pelo aumento de 1,09% nos gastos com operações mecanizadas e de 1,59% com arrendamento, amenizando parcialmente a redução de outras despesas. Com isso, o COE foi estimado em R$ 15.239,62/ha, diminuição de 0,07% em relação à projeção de ago/26.

Considerando a produtividade média prevista para a safra 26/27, de 127,41 @/ha, o cotonicultor precisa comercializar sua pluma por, no mínimo, R$ 119,61/@ para cobrir o COE, o maior valor registrado desde a safra 22/23. Por fim, apesar da redução dos custos no comparativo mensal, o controle das despesas e a adoção de estratégias de comercialização serão fundamentais para preservar as margens da atividade.

Fonte: IMEA


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FONTE

Autor:IMEA

Site: Boletim Semanal do Algodão

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