O Rice Money Maker (RMM) é um diagnóstico de lavouras de arroz conduzido pela Equipe FieldCrops em parceria com universidades e empresas do setor, com o objetivo de identificar estratégias de manejo capazes de aumentar a produtividade e a lucratividade das lavouras, reduzindo ao mesmo tempo os impactos ambientais da produção. Desde o seu início, o RMM já avaliou 100 lavouras em diferentes países da América do Sul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai). Na safra 2025/26 (5ª edição), foram avaliadas 12 lavouras no Brasil.

Ao longo de cinco safras de monitoramento, os dados do RMM mostram um padrão consistente: independentemente da safra, da cotação do grão ou dos custos operacionais, lavouras com maior produtividade são, de forma consistente, as que apresentam maior lucratividade (Figura 1). Por outro lado, ao comparar o custo de produção com a lucratividade, não se observa relação significativa entre essas variáveis (Figura 2). Ou seja, a rentabilidade da lavoura de arroz não depende de gastar mais ou menos, mas de investir certo, identificando os fatores que limitam o potencial produtivo de cada área e direcionando os recursos para onde eles geram maior retorno.

Figura 1. Relação entre a produtividade (toneladas por hectare) e lucro relativo (%). Fonte: Equipe FieldCrops.
Figura 2. Relação entre a produtividade (toneladas por hectare) e lucro relativo (%). Fonte: Equipe FieldCrops.

Essa relação fica ainda mais clara ao cruzar a eficiência produtiva (o quanto a lavoura produz em relação ao seu potencial) com o retorno sobre o investimento (ROI) das lavouras acompanhadas (Figura 3). Os resultados mostram que, ao superar aproximadamente 88% a 90% de eficiência produtiva, as lavouras passam a apresentar, de forma consistente, lucro superior a 50%. Isso demonstra que buscar a máxima eficiência por meio de um manejo assertivo não é apenas uma meta técnica, mas a principal estratégia econômica para garantir o sucesso financeiro da lavoura de arroz.

Figura 3. Relação entre a colher + (eficiência produtiva) e investindo certo (Retorno ao investimento) de 100 lavouras de soja participantes do Rice Money Maker da safra 2021/2022 a 2025/2026. Fonte: Equipe FieldCrops.

Esse patamar de eficiência colocou os produtores do RMM em uma posição de destaque: na safra 2025/26, as lavouras do projeto atingiram, em média, 85% do seu potencial produtivo — um gap de apenas 15% (Figura 4). Esse resultado supera as médias nacionais de eficiência produtiva de importantes países produtores de arroz, como China (68%), Estados Unidos (65%), Uruguai (57%), Brasil (51%) e Argentina (45%). Mais do que uma meta distante, produzir próximo do potencial máximo da lavoura é uma realidade já alcançada por boa parte dos produtores acompanhados pelo RMM.

Figura 4. Esquema comparativo da eficiência produtiva dos principais países produtores de arroz no mundo (China, Estados Unidos, Argentina, Brasil e Uruguai) e a 5ª edição do Rice Money Maker, safra 2025/2026. Fonte: Yield Potencial and Yield Gap Atlas (YPYGA) e Rice Money Maker. Fonte: Equipe FieldCrops.


Referências:

ALVES, A.F. et al., 2026. Soybean Money Maker: o resultado do diagnóstico: colher + investindo certo – Safra 2025/2026, 6 ed. Disponível em: < https://www.equipefieldcrops.com/e-books >, acesso: 26/09/2026.

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