O mercado brasileiro de milho deve ter um dia mais cauteloso nos negócios, atento ao câmbio, com os consumidores aguardando para ver se os preços do cereal estendem o movimento de queda iniciado ontem. No cenário internacional a Bolsa de Chicago busca reação, avaliando as condições das lavouras do país.

O mercado brasileiro de milho registrou preços fracos nesta segunda-feira, de estáveis a mais baixos. Como destaca o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, a segunda-feira foi de difícil precificação no mercado de milho. As cotações seguem fracas nos ortos. Apesar da alta do dólar, a Bolsa de Chicago voltou a despencar para o milho, pressionando as cotações.

Porém, o interior ainda não absorveu estas perdas dos portos na mesma intensidade. Não ocorre até aqui maior pressão com a entrada da safrinha. Segue lenta a colheita no Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. Os compradores tentaram puxar as cotações para baixo, mas o produtor está resistente, o que limitou baixas.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 48,50 e R$ 51,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 48,50 e R$ 51,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 46,00/47,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 48,00/50,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 50,00/52,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 50,00/51,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 47,50/49,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 39,50 – R$ 41,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 36,00/38,00 a saca em Rondonópolis.

Chicago 

A posição setembro opera com alta de 2,00 centavos, ou 0,60%, cotada a US$ 3,30 3/4 por bushel.

O mercado é sustentado pelo indicativo de piora no quadro de desenvolvimento das lavouras norte-americanas de milho.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 12 de julho, 69% estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 70% -, 23% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 71%, 23% e 6%, respectivamente.

A posição setembro opera com alta de 2,00 centavos, ou 0,60%, cotada a US$ 3,30 3/4 por bushel. A posição dezembro está cotada a US$ 3,38 ½ por bushel, ganho de 2,00 centavos, ou 0,59%.

Ontem (13), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 3,28 3/4, com baixa de 8,50 centavos, ou 2,52%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio 

O dólar comercial registra baixa de 0,48% a R$ 5,365.

Indicadores financeiros 

  • As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa. Xangai, -0,83%. Tóquio, -0,87%.
  • As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris, -1,53%; Frankfurt, -1,26%; Londres, -0,26%.
  • O petróleo opera com perdas. Agosto do WTI em NY: US$ 39,72 o barril (-0,92%).
  • O Dollar Index registra baixa de 0,07%, a 96,39 pontos.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Arno Baasch - Agência SAFRAS

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