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Milho: cotação subiu após anúncio dos relatórios de intenção de plantio e estoques trimestrais, reapelo USDA

As cotações do milho, em Chicago, após ensaiarem uma recuperação, voltaram aos níveis mais baixos da segunda semana do mês, tomando-se o primeiro mês cotado como referência. Isso até o anúncio dos relatórios de intenção de plantio e estoques trimestrais, pelo USDA, no transcorrer deste dia 28/03. Após o anúncio, o fechamento em Chicago, para este dia que encerrou a semana, foi de alta, com o bushel voltando ao patamar superior, ficando em US$ 4,42, contra US$ 4,40 uma semana antes.

Efetivamente, os relatórios trouxeram o seguinte, para o milho:

a) redução de 5% na área semeada, com a mesma ficando em 36,4 milhões de hectares;

b) os estoques trimestrais, na posição 1º de março, foram aumentados em 13% sobre o ano anterior, na mesma época, com os mesmos ficando em 212,1 milhões de toneladas.

Já no Brasil, os preços do milho continuaram estáveis. A média gaúcha até recuou um pouco na semana, ficando em R$ 51,92/saco, enquanto as principais praças locais mantiveram os R$ 50,00. Já no restante do país, os preços oscilaram entre R$ 37,00 e R$ 56,00/saco. E na B3, o fechamento da quarta-feira (27) apontou valores abaixo dos R$ 60,00/saco para as principais cotações, ficando entre R$ 59,58 e R$ 59,70/saco.

Este comportamento ruim do preço do milho, que já vem de semanas, tem como um dos motivos o pouco interesse dos compradores neste momento. Por sua vez, os produtores que podem, seguram o cereal visando melhores preços no segundo semestre, diante de uma safrinha que será menor. E nos países concorrentes, como a Argentina, apesar de problemas climáticos, a safra atual de milho ainda será 59% superior à registrada na frustrada safra do ano passado.

Dito isso, o plantio da safrinha deste ano está concluído e, agora, dependendo ainda mais do comportamento climático no Centro-Sul brasileiro. Há preocupações com o calor e a irregularidade das chuvas no Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul. Em paralelo, o milho verão, no Centro-Sul brasileiro, estava colhido em 75% da área na virada da semana. No Rio Grande do Sul, conforme a Emater, esta colheita chegava a75% da área total, em 28/03, contra 68% na média histórica para a data.

Enquanto isso, no Paraná, segundo o Deral, a colheita atingia a 91% da área nesta semana. Importante destacar que algumas consultorias estão reduzindo a área final semeada com o milho segunda safra, ficando a mesma, agora, em 16,3 milhões de hectares. Com isso, em clima normal, a produção poderá ser de 96,4 milhões de toneladas, ou seja, um recuo de 10,9% sobre o ano anterior. (cf. Agroconsult) No Paraná, a safrinha foi revisada para baixo, ficando agora em 14,2 milhões de toneladas devido ao calor intenso e a chuvas irregulares. (cf. Deral)

Há uma forte expectativa de que o mercado demandante reaja no segundo semestre, inclusive no lado das exportações, o que resultaria em alguma melhoria nos preços do milho brasileiro. Soma-se a isso, os resultados que virão, a partir de meados do ano,  em torno da colheita da safrinha.

Enfim, até a quarta semana de março de 2024, o Brasil exportou, no mês, um total de 245.541 toneladas de milho. Assim, a média diária, nos primeiros 16 dias úteis de março, está em recuo de 73,6% sobre a média diária de março do ano passado.

Fonte: CEEMA UNIJUÍ – Análise Semanal do Mercado da Soja, milho e trigo – Comentários referentes ao período entre 22/03/2024 e 28/03/2024 – Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

FONTE

Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA UNIJUÍ

Equipe Mais Soja
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