Segundo a Bolsa de Cereales, a colheita de milho na Argentina até 18/jul atingiu 48,20% da área prevista para a safra 25/26, avanço de 4,60 p.p. frente à semana anterior. Apesar da aceleração recente, o ritmo segue 3,61 p.p. abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, reflexo do alto teor de umidade dos grãos no Centro e Sul de Buenos Aires, fator que limita a operação das máquinas e reduz o ritmo dos trabalhos a campo.
Quanto à produtividade, a média nacional está em 135,67 sc/ha, queda de 0,85% no comparativo semanal, embora ainda se mantenha 20,09% acima da média dos últimos cinco anos. O menor rendimento na última semana decorreu do avanço da colheita nas lavouras tardias no Centro-Norte do país.
Por fim, a Bolsa manteve a produção em 64,00 mi de t, incremento de 30,60% em relação à safra anterior, reforçando a expectativa de safra recorde, cenário que tende a intensificar a pressão baixista sobre os preços do cereal no mercado internacional.
Confira os principais destaques do boletim:
- BAIXA: diante do avanço da colheita de milho no Brasil os preços na B3 corrente apresentaram queda de 1,07% no comparativo semanal, e encerraram o período na média de R$ 64,04/ sc.
- QUEDA: com a aumento da oferta de milho em Mato Grosso, o preço do cereal no estado registrou desvalorização de 0,84% quando comparado ao da semana passada.
- RETRAÇÃO: o preço do milho no indicador Cepea Campinas apresentou um declínio semanal de 1,95%, e o fechou a semana sendo cotado na média de R$ 62,97/sc.
Até a última sexta-feira, a colheita de milho da safra 25/26 em MT atingiu 20,86% da área projetada.
O avanço semanal foi de 9,57 p.p., e 6,78 p.p. à frente do mesmo período da safra passada. Esse avanço foi sustentado pelas boas condições climáticas no estado, que favorecem as operações a campo. Entre as regiões, o Médio-Norte lidera com 29,92% da área colhida, enquanto o Sudeste registra o menor percentual colhido, com 5,48%, reflexo do atraso na semeadura. Cabe destacar que as lavouras em MT têm mostrado bom potencial produtivo, sustentadas pelas condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, que permitiram um bom desenvolvimento das plantas.
Mesmo as regiões Sudeste e Nordeste têm apresentado perspectiva favorável de produtividade, apesar da semeadura tardia, mas, ainda com desempenho inferior ao observado nas regiões cuja semeadura não apresentou atraso. Dessa forma, a expectativa de alto volume do cereal no mercado tem pressionado as cotações no estado, o que tem refletido em um menor ritmo de comercialização pelos produtores.
Fonte: Conab




