A Secex divulgou os dados de exportação de milho do Brasil em mai/26, indicando o escoamento de 249,31 mil t pelo país. O volume foi 47,06% inferior ante abr/26, porém apresentou expressivo avanço de 571,87% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho das exportações brasileiras foi impulsionado, principalmente, pelo volume embarcado por MT.
O estado exportou 121,03 mil t no período, sendo responsável por 48,55% de todo o milho enviado ao exterior pelo Brasil, com o quinto maior volume já registrado para o mês de maio. Com isso, os embarques mato-grossenses cresceram 207,36% ante a divulgação anterior. No acumulado da safra 24/25, as exportações de MT já superaram o volume escoado na safra 23/24, alcançando 24,03 mi de t, incremento de 1,68% em comparação ao ciclo anterior.
Com isso, o ciclo já ocupa a terceira posição entre os maiores volumes exportados da série histórica, mesmo restando o mês de junho para a consolidação dos embarques.
Confira os principais destaques do boletim:
- DIMINUIÇÃO: o preço do milho na CME – Group contrato corrente caiu 4,75% no comparativo semanal, motivado avanço da semeadura de milho nos EUA da safra 26/27.
- QUEDA: a paridade de exportação jul/26 registrou retração de 9,52% semanalmente, assim fechando em R$ 30,17/sc. A redução é devido à queda nos preços da CME contratos futuros.
- RETRAÇÃO: o preço da saca de milho em Mato Grosso, pelo Imea, retraiu 0,71% na semana, encerrando o período cotado a R$ 42,10/sc.
Em Mato Grosso, a comercialização do milho da safra 25/26, até o final de mai/26, alcançou 47,32% da produção estimada.
O avanço foi de 1,48 p.p. em relação ao mês anterior e está 1,02 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra passada. O ritmo é sustentado pela maior disponibilidade do cereal no mercado, levando os produtores a intensificarem as vendas à medida que a colheita avança. Com isso, a expectativa da elevada oferta tem pressionado as cotações, que fecharam o mês com média de R$ 42,73/sc, queda de 1,69%.
Para a safra 26/27, em mai/26, as negociações atingiram 4,77% da produção estimada, avanço de 2,08 p.p. frente ao mês anterior. O movimento foi favorecido pela lateralização dos preços, que fecharam na média de R$ 45,39/sc, alta de 0,03% ante abr/26. O cenário para a safra futura segue incerta, diante dos custos mais elevados e dos riscos climáticos decorrentes do Super El Niño para o segundo semestre de 2026, mantendo as vendas 0,82 p.p. menor que mai/25.
Fonte: IMEA




