A colheita do milho no RS alcança 73% da área cultivada, com resultados considerados satisfatórios na média, apesar das variações regionais decorrentes das condições hídricas ao longo do ciclo. As lavouras estão 14% em maturação e 13% em estádios anteriores, as quais têm apresentado resposta positiva às precipitações, especialmente no que se refere à manutenção do enchimento de grãos e ao desenvolvimento vegetativo das áreas tardias.

O avanço da colheita ocorre de forma desigual, condicionado tanto pela umidade dos grãos quanto pela ocorrência de chuvas, que, em alguns locais, têm retardado a perda natural de umidade e limitado a trafegabilidade das áreas. As produtividades refletem o histórico climático da safra: áreas com regularidade hídrica e manejo adequado apresentam os melhores desempenhos, e regiões com restrição hídrica em fases críticas registraram perdas parciais.

As lavouras remanescentes correspondem, em grande parte, a plantios tardios ou de safrinha, que também apresentam desenvolvimento heterogêneo, provocado pela irregularidade das chuvas em janeiro e fevereiro e pela variabilidade dos ambientes produtivos. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média em 7.424 kg/ha.

Em termos fitossanitários, segue a ocorrência de cigarrinha-do-milho, com intensidade variável, sem registros generalizados de danos severos na fase final da cultura.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o ritmo de colheita desacelerou em função da menor taxa de perda de umidade dos grãos, influenciada por chuvas frequentes. Em Dom Pedrito, 30% dos 2.500 hectares foram colhidos. Em São Gabriel, a colheita atinge 95% da área de 3.000 hectares, e a produtividade varia entre 7.200 e 7.800 kg/ha em lavouras de sequeiro de bom nível tecnológico. Em áreas irrigadas, os rendimentos variam de 10.800 a 12.600 kg/ha. Parte dos cultivos remanescentes se destina ao autoconsumo.

Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita avança em ritmo acelerado. Os rendimentos estão ligeiramente abaixo do inicialmente projetado, mas com manutenção de boa qualidade de grãos. As perdas observadas estão associadas ao déficit hídrico ocorrido durante o ciclo, mas houve maior impacto em lavouras tardias.

Na de Erechim, a colheita atinge cerca de 93% da área. A produtividade média estimada é de aproximadamente 9.000 kg/ha. Em Campinas do Sul, Getúlio Vargas, Sertão e Itatiba do Sul, registraram-se perdas de até 25% em relação ao potencial inicial, atribuídas à irregularidade das chuvas.

Na de Frederico Westphalen, 95% da área (plantios do cedo ou intermediários) foi colhida, e a produtividade média obtida foi estimada em 7.600 kg/ha. O milho safrinha representa cerca de 5% da área; desses 20% estão em fase vegetativa e 80% em fase reprodutiva, apresentando desenvolvimento heterogêneo.

Na de Ijuí, a colheita atinge 98% da área. As lavouras remanescentes, correspondentes a cerca de 2%, referem-se ao milho de segundo cultivo, que está em fase vegetativa, com bom potencial produtivo, evidenciado pelo vigor das plantas e pela coloração verde intensa.
Seguem as aplicações de nitrogênio em cobertura.

Na de Passo Fundo, 10% estão em maturação fisiológica, 20% maduros e 70% colhidos. As produtividades nas áreas colhidas atingem cerca de 9.000 kg/ha, refletindo o bom desempenho.

Na de Pelotas, a colheita alcançou 32% da área. Estão 6% em desenvolvimento vegetativo, 15% em floração, 37% em enchimento de grãos e 10% em maturação. As chuvas do período, embora irregulares, favoreceram o desenvolvimento das lavouras em fases críticas
de definição de rendimento.

Na de Santa Maria, as precipitações mais expressivas no período foram determinantes para a manutenção do desenvolvimento dos cultivos remanescentes, que correspondem a cerca de 25% da área e se encontram em fases vegetativa e reprodutiva. Essas condições contribuíram para a preservação do potencial produtivo.

Na de Santa Rosa, o índice de colheita está estabilizado em 93%. Restam lavouras de safrinha, que estão nas fases de desenvolvimento vegetativo (4%), floração (2%) e maturação (1%). As lavouras tardias apresentam boa evolução após as chuvas do período, embora ocorram perdas localizadas em áreas de solos rasos e com limitações físicas. Observa-se aumento da incidência de cigarrinha, com necessidade de monitoramento contínuo.

Na de Soledade, a colheita do milho do cedo está praticamente finalizada, representando 59% da área total. Em relação às lavouras tardias, estão 4% em fase vegetativa, 10% em floração, 24% em enchimento de grãos e 3% em maturação. As chuvas mais frequentes no mês de março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, que mantêm potencial produtivo próximo ao inicialmente projetado. A incidência de cigarrinha está elevada, e a ocorrência de lagarta-do-cartucho baixa.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho
teve redução de 0,09%, passando de R$ 57,55 para R$ 57,50 em média no Estado.

Fonte: Emater/RS



 

FONTE

Autor:Emater/RS

Site: Emater/RS

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