Conhecidas por sua elevada habilidade competitiva, rápidos crescimento e desenvolvimento e por serem causadoras de elevados danos em culturas como soja e milho, as plantas do gênero Amarnthus, popularmente chamadas de caruru vem ganhando espaço em lavouras brasileiras.

A elevada produção de sementes e a dispersão facilitada delas, principalmente por máquinas e equipamentos agrícolas, vem contribuindo para o aumento populacional do caruru em áreas de produção de soja. Fato que preocupa, uma vez que dependendo da espécie e intensidade da infestação, perdas de produtividade superiores a 79%  e 91% podem ser observadas nas culturas da soja e milho respectivamente, destacando a agressividade dessas daninhas (Gazziero & Silva, 2017).

Embora possa existir uma variedade de espécies do gênero Amaranthus, algumas espécies em específico se destacam em algumas regiões de cultivo, como é o caso do Amaranthus palmeri na região Centro-Oeste, mais especificamente no Mato Grosso e o Amaranthus hybridus na região Sul do Brasil, esse ultimo com duas variedades predominantes, o caruru-roxo (Amaranthus hybridus var. paniculatus) e o caruru-branco (Amaranthus hybridus var. patulus).

Figura 1. Amaranthus hybridus var. paniculatus.

Figura 2. Amaranthus hybridus var. patulus.

Fonte: Lorenzi (2014)

Veja mais: MISSÃO CARURU – Episódio 5 – Espécies e localização


Além de conhecer as principais espécies e regiões de ocorrência, identificar a espécies de caruru presente em sua lavoura é de fundamental importância para o manejo e controle eficiente da daninha. Entretanto, conforme destacado por Aldo Merotto – UFRGS em mais um episódio da Missão Caruru, a identificação do caruru nem sempre é simples. Merotto explica que o caruru apresenta uma alta variabilidade entre plantas, e que é possível que ocorra a hibridização entre espécies dificultando ainda mais a identificação da daninha.

Ou seja, o fato contribui ainda mais para o aumento da variabilidade entre plantas de caruru, podendo ser observadas características variadas entre plantas, dificultando ainda mais o manejo da daninha. Dessa forma, fica evidente que o caruru é uma planta daninha de alta adaptabilidade, e que não deve ser subestimada.

Confira abaixo mais um episódio da Missão Caruru.


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Referências:

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1069527/caracterizacao-e-manejo-de-amaranthus-palmeri >, acesso em: 09/06/2021.

LORENZI, H. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS: PLANTIO DIRETO E CONVENSIONAL. Instituto Plantarum, ed. 7, 2014.

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