Características como ciclo fotossintético C4, rápido crescimento e desenvolvimento, conferem elevada habilidade competitiva a plantas daninhas do gênero Amaranthus, que podem causar perdas de produtividade superiores a 91% na cultura do milho, 79% na soja e 77% em algodão, dependendo da espécie e população de caruru (Gazziero & Silva, 2017). Embora a nível Global existam cerca de 60 espécies de caruru (Zanatta et al., 2008), aproximadamente 10 espécies apresentam importância agrícola no Brasil. Dentre as principais espécies podemos destacar o Amaranthus hybridus; A.palmeri; A. retroflexus e o A. viridis.

Conforme destacado por Penckowski et al. (2020), o crescimento do número de lavouras infestadas com o Amaranthus hybridus resistente ao herbicida Glifosato no Brasil, vêm preocupando agricultores brasileiros. Além do Glifosato, algumas espécies de caruru também apresentam resistência a herbicidas inibidores da ALS, e da PROTOX (Heap, 2021), fato que torna ainda mais difícil o manejo e controle dessa daninha.

Além da resistência a herbicidas, conforme destacado  por André Ulguim, Professor da UFSM, Santa Maria, plantas do gênero Amaranthus produzem uma grande quantidade de sementes, fato que aliado aos diversos fluxos de emergência do caruru, contribui para o aumento populacional dessa daninha. Segundo Penckowski et al. (2020), em média uma planta de caruru pode produzir de 200 a 600 mil sementes.

A germinação das sementes de caruru é beneficiada por temperaturas variando entre 20 e 30°C, entretanto, cabe destacar que a maioria das espécies de caruru são fotoblásticas positivas, isso significa que necessitam de luz para germinar. Conhecer características como essa é essencial para embasar práticas de manejo visando o controle de plantas de caruru.


Veja mais: MISSÃO CARURU – Episódio 8 – Caruru x Buva x Capim-amargoso: Com qual devo me preocupar mais?


Uma das principais estratégias para controle do caruru é o cultivo de plantas de cobertura que possibilitem a cobertura do solo com a palhada residual. A utilização de plantas de cobertura, especialmente quando inseridos no sistema plantio direto, auxilia na supressão da emergência do caruru, criando um ambiente desfavorável para a sua germinação, devido ao impedimento físico, a redução nas oscilações de temperatura e da qualidade de luz incidente sobre a superfície do solo (Gazziero & Silva, 2017).

Confira abaixo mais um episódio do MISSÃO CARURU, com as dicas e contribuições do Professor da UFSM, André Ulguim.


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Referências:

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERÍSTICAS E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/159778/1/Doc-384-OL.pdf >, acesso em: 02/07/2021.

HEAP, I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2021. Disponível em: < http://www.weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 02/07/2021.

PENCKOWSKI, L. H. et al. ALERTA! CRESCE O NÚMERO DE LAVOURAS COM Amaranthus hybridus RESISTENTE AO HERBICIDA GLIFOSATO NO SUL DO BRASIL: O PRIMEIRO PASSO É SABER IDENTIFI CAR ESSA ESPÉCIE! Revista FABC, 2020. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/ebook/REVISTA-Fabc.pdf >, acesso em: 02/07/2021.

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