Os preços domésticos do algodão, destoando do comportamento externo, acumularam alta de 1,07% em fevereiro. No CIF de São Paulo, a pluma fechou o mês cotada a R$ 2,83 por libra-peso. No FOB exportação do porto de Santos/SP, a indicação está em 64,24 centavos de dólar por libra-peso (c/lb), recuando 4,2% em relação ao fechamento do mês passado.

Comparado ao contrato de maior liquidez negociado na Bolsa de Nova York (Ice Futures US), o algodão brasileiro está 4,7% acima. Há um mês, era negociado por um valor 1,8% abaixo. Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, a alta mensal dos preços domésticos, enquanto a Ice Futures recuou mais de 10%, pode ser explicada por dois motivos principais: a alta do dólar em relação ao real e o bom desempenho das exportações da pluma no Brasil.

Em relação ao primeiro fator, nesta última semana de fevereiro a moeda norte-americana chegou a ser cotada acima de R$ 4,50 e, no acumulado do mês, a alta superou 5%. Olhando-se para os preços do algodão em dólar, há um ano a indicação no CIF de São Paulo era de 77,25 c/lb e atualmente está em 63,07 c/lb.

“Isso corresponde a uma retração de 18,4%, enquanto em reais a retração é de apenas 2,4%”, pondera Bento. “Num outro exercício, se convertermos os valores do ano passado pela taxa cambial atual, a indicação no CIF das indústrias paulistas fica em R$ 3,47/libra-peso”, completa. Esse valor supera o atual em 22,6%.

O primeiro fator também beneficia o segundo, melhorando a competitividade da pluma brasileira. O Brasil já colocou um volume recorde de algodão no exterior, o que obriga o comprador nacional a entrar com mais agressividade no mercado, especialmente quando se trata de produto de alto padrão.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Rodrigo Ramos - Agência SAFRAS

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