As adversidades climáticas têm provocado atrasos no estabelecimento e no desenvolvimento das culturas em campo, impactando o andamento da safra 2026/2027. Nesse cenário, acompanhar os prognósticos e as atualizações climáticas torna-se fundamental para o planejamento das práticas de manejo e dos tratos culturais nas lavouras.

Durante os meses de setembro e outubro, o aumento dos volumes de precipitação contribuiu para elevar a umidade do solo, especialmente na região Sul do país. Como consequência, o excesso de umidade tem limitado o avanço das operações agrícolas e provocado atrasos na semeadura das culturas de verão, contribuindo para um ritmo mais lento de implantação da safra na região.

Em contrapartida, a região Norte do Brasil tem enfrentado condições de menor disponibilidade hídrica. Nos mesmos meses, foram registrados volumes de precipitação inferiores à média histórica para o período. Esse cenário está associado, em grande parte, à influência do fenômeno El Niño, que tende a favorecer o aumento das chuvas na região Sul e a redução das precipitações em áreas do Norte e Nordeste do país.

Para novembro, os prognósticos climáticos indicam maior ocorrência de chuvas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto as regiões Norte e Nordeste devem apresentar menores volumes acumulados de precipitação. Em relação às anomalias de chuva, a tendência é de precipitações acima da média, principalmente na região Sul, comportamento que pode ser influenciado pela atuação do El Niño.

Figura 1. Precipitação total prevista para Novembro de 2026.
Fonte: INMET (2026)
Figura 2. Previsão de anomalias das precipitações para o mês de Novembro de 2026.
Fonte: INMET (2026)

De modo geral, os prognósticos indicam condições relativamente favoráveis ao desenvolvimento das culturas de verão na maior parte das regiões agrícolas, com volumes de chuva próximos à média histórica para o período. A principal exceção fica por conta das regiões Norte e Nordeste, onde a menor disponibilidade de precipitação pode limitar o estabelecimento e o desenvolvimento das lavouras. No Sul, por outro lado, a elevada umidade do solo pode continuar dificultando o avanço da semeadura, além de favorecer a ocorrência e o desenvolvimento de doenças associadas a condições de maior umidade. Diante desse cenário, é importante redobrar a atenção ao planejamento e à execução das práticas de manejo, considerando as particularidades climáticas de cada região.

Confira, abaixo, o boletim do Sistema TempoCampo, apresentado pelo professor Fábio Marin, com as atualizações e os prognósticos climáticos para novembro.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 30/10/2026.

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