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O solo e sua importância para a produtividade

A sala temática que abordou o tema “Solos: atributos físicos e biológicos – efeitos sobre a produtividade do algodoeiro” esteve sob o comando do pesquisador da Embrapa, Fernando Mendes Lamas. O encontro tem objetivo de chamar a atenção dos profissionais da cotonicultura para além do aspecto químico do solo, mostrando que as questões físicas e biológicas representam uma grande questão para a agricultura atual. “Muitas vezes, um fertilizante químico não obtém o resultado esperado porque o problema é de outra natureza. Cuidar dos aspectos físicos e biológicos do solo reduz custos de produção”, aponta.

A também pesquisadora da Embrapa, Ieda Carvalho apresentou resultados da pesquisa do uso da bioanálise de solo como a mais nova aliada da sustentabilidade na agricultura brasileira. O trabalho apontou dados do diagnóstico realizado em 52 talhões de 24 propriedades em 15 municípios de Goiás, que consiste em agregar duas enzimas (betaglicosidase e sulfatase) às análises de rotina da terra. “Isso possibilita ao produtor acessar, entender e interpretar sua saúde e memória”, explica.

“Solo saudável, planta saudável”. Com este entendimento, Ieda Carvalho verificou que as fazendas produtoras de algodão em Goiás têm preservado o solo, e que a rotação de culturas, o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta são caminhos para o aprimoramento.

Doutor em Agronomia, Anderson Bergamin falou sobre os atributos físicos do solo e sua relação com a produtividade do algodoeiro em diversos sistemas de cultivo. Anderson mostrou como avaliar a compactação e resolver este problema. A apresentação envolveu ainda questões como a disponibilidade de água, rotação de culturas e, principalmente, o sistema radicular e sua importância para ambientes de cultivo com algodão. “As braquiárias apresentam um potencial de melhoria na qualidade física do solo por meio de seu volumoso sistema radicular”, enfatiza.

Os testes foram iniciados em 2016 nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. “Atualmente, começamos a ver na prática das fazendas aquilo que a pesquisa apontou”, comemora.

Por fim, o engenheiro agrônomo Ronaldo Watanabe falou sobre o sistema de produção de algodão em solo arenoso. O estudo vem sendo feito desde 2014 no estado do Mato Grosso e tem como objetivo produzir algodão em solos com menos de 15% de argila, o que, geralmente, consegue garantir certa produtividade para a soja. “O ideal é que o solo possua mais de 40% de argila em sua composição para uma boa produtividade de algodão” compara.

Para Ronaldo, assim como ocorre com vários outros fatores relacionados à terra, a integração de culturas como algodão, milho e soja possibilita melhorar a produtividade e é capaz de mudar as características biológicas do ambiente. “Trata-se da reciclagem de micronutrientes, um fator importantíssimo para a saúde do solo”, conclui.

Fonte: Portal do 12º Congresso Brasileiro do Algodão.

Equipe Mais Soja
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