Normalmente, pragas e doenças são as grandes responsáveis pela redução da produtividade ou qualidade da soja. Doenças fungicidas são comumente observadas em lavouras de soja, tendo seu desenvolvimento muitas vezes favorecido por condições ambientais ou erros manejo.

Dentre essas doenças, o Oídio (Microsphaera diffusa) vem se destacando em virtude das condições ambientais ofertadas para o seu desenvolvimento, especialmente nas regiões Sul do Brasil, especificamente no Rio Grande do Sul, em decorrência do fenômeno La niña. Segundo Henning et al. (2014), o oídio tem se desenvolvimento favorecido sob condições de baixa umidade relativa do ar e temperaturas amenas (18 a 24°C), a doença pode ocorrer em qualquer estádio do desenvolvimento da soja, sendo mais observada no início da floração da cultura.



Conforme destacado por Grigolli (2015), os danos ocasionados pelo oídio em soja podem representar perdas de até 35% dependendo da severidade da doença, do período de ocorrência e da tolerância da cultivar. Dessa forma, não menos importante que as demais doenças fungicas, o oídio deve ser manejado de forma eficiente, visando um controle efetivo para minimizar sua interferência na produtividade da soja.

Embora haja uma crença de que o oídio possa ser “lavado pela chuva”, Marcelo Madalosso explica que esse fato não é tão fácil ou comum de ocorrer e chama atenção para a lavouras onde se teve uma elevada pressão da doença no início do ciclo de desenvolvimento da soja. Segundo Madalosso, nessas áreas é possível evidenciar o comprometimento prematuro do terço inferior da planta (baixeiro), sendo possível observar a presença de “manchas meio esverdeadas em meio ao amarelo ou manchas amareladas em meio ao verde”, dano causado pelo oídio e que pode resultar em abortamento das folhas, flores e legumes do baixeiro, reduzindo a produtividade da planta.

Figura 1. Danos ocasionados por oídio em folhas de soja.

Fonte: Marcelo Gripa Madalosso – Madalosso Pesquisas

Madalosso chama atenção para a problemática trazida pelo oídio, ressaltando que assim como o monitoramento e manejo da ferrugem-da-soja, deve-se atentar para o oídio e seus danos a fim de evitar perdas significativas de produtividade da soja, principalmente em cultivares mais suscetíveis.

Veja também: RS monitora esporos da ferrugem asiática na soja

Confira o vídeo abaixo com as dicas do Professor e pesquisador Marcelo Madalosso.



Referências:

GRIGOLLI, J. F. J. MANEJO DE DOENÇAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2014/2015, 2015. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/base/www/fundacaoms.org.br/media/attachments/216/216/newarchive-216.pdf >, acesso em: 15/02/2021.

HENNING, A. A. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa, Documentos, n. 256, ed. 5, 2014. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/105942/1/Doc256-OL.pdf >, acesso em: 15/02/2021.

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