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Orientações para o manejo da resistência de pragas a inseticidas

É comum observa a presença de pragas em lavouras comerciais de soja, sendo necessário muitas vezes, realizar o controle químico delas para minimizar os danos decorrentes do ataque dessas pragas. Dentre as pragas mais comuns que acometem a cultura da soja, podemos destacar lagartas e percevejos.

Essas pragas podem incidir sobre a cultura em diferentes estádios do desenvolvimento, causando danos que vão desde a desfolha da parte aérea da planta, até a redução do peso de grãos e consumo de legumes e grãos. Dessa forma, o manejo e controle eficiente dessas pragas é essencial para evitar maiores perdas produtivas, visando a obtenção de altas produtividades de soja.

Dentre as medidas de controle mais utilizadas, o controle químico se destaca, prevalecendo a maioria dos cultivos com interesse econômico. Entretanto, o emprego indiscriminado e/ou errôneo de inseticidas tem agravado casos de resistência das pragas a esses inseticidas, dificultando o manejo e controle eficiente nas safras posteriores.

Com o objetivo de minimizar os problemas decorrentes do ataque de insetos na cultura da soja e disciplinar a utilização de inseticidas, implementou-se o Manejo Integrado de Pragas (MIP-Soja), que preconiza a utilização integrada de diversas táticas de controle (Fazam et al., 2013). Uma das estratégias mais empregadas com esse intuito é o cultivo de plantas geneticamente modificadas, portadoras dos genes da bactéria Bt (Bacillus thuringiensis), que proporciona o controle das principais lagartas que acometem a cultura da soja.


Veja mais: Como funciona a soja Intacta (Bt)


Embora essa biotecnologia possa proporcionar um controle satisfatório de pragas na cultura da soja, visando o manejo da resistência de pragas, somente o emprego de cultivares Bt não é suficiente, sendo necessário também, aderir a práticas de manejo que possibilitem a manutenção da funcionalidade da tecnologia e manejo da resistência de pragas a inseticidas. Uma das práticas é a adoção de áreas de refúgio em conjunto ao cultivo de áreas Bt.

As áreas de refugio devem compreender ao menos 20% da área total cultivada, seguindo algumas orientações com relação a disposição, tais como distancia máxima de 800 metros da plantação Bt (figura 1). Além das áreas de refúgio, áreas Bt e não Bt devem seguir recomendações técnicas visando minimizar a ocorrência de casos de resistência de pragas a inseticidas.

Figura 1. Configuração em Bloco – Distância máxima da área de refúgio e da lavoura com plantas Bt.

Fonte: Forseed

Visando elucidar essas práticas de manejo, o Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas – Brasil (IRAC) traz algumas orientações de manejo da resistência de pragas a inseticidas, as quais podem ser consultadas clicando aqui!

Além da adoção de áreas de refúgio em áreas Bt, a rotação de culturas, rotação de mecanismos de ação de inseticidas, assim como o controle de plantas daninhas e voluntárias (tiguera) e o controle de insetos quando atingidos os níveis de ação preestabelecidos para a cultura, são algumas das orientações do IRAC para o manejo da resistência de insetos a inseticidas.



Figura 2. Níveis de ação para as principais pragas da cultura da soja nos estádios vegetativos e reprodutivos. Os níveis foram estabelecidos com o número de insetos por metro de linha da cultura.

Fonte: Grigolli & Grigolli (2018).

Figura 3. Orientações para o manejo da resistência de pragas a inseticidas.

Fonte: IRAC-BR (2022)

Referências:

COMITÊ DE AÇÃO À RESISTÊNCIA A INSETICIDAS BRASIL. IRAC, 2022. Disponível em: < https://www.irac-br.org/ >, acesso em: 23/03/2022.

FAZAN, J. C. et al. EFEITO DA SOJA BT SOBRE A FREQUÊNCIA E DENSIDADE POPULACIONAL DE PRAGAS E PREDADORES. Embrapa, VIII Jornada Acadêmica da Embrapa Soja, 2013. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/88126/1/Efeito-da-soja-Bt-sobre-a-frequencia-e-densidade-populacional-de-pragas-e-predadores.pdf >, acesso em: 23/03/2022.

GRIGOLLI, J. F. J.; GRIGOLLI, M. M. K. PRAGAS DA SOJA E SEU CONTROLE. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2017/2018, 2018. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/base/www/fundacaoms.org.br/media/attachments/302/302/5bf01ceb5604523cfade5dc9c1b5d3f79c522dd4360d2_05-pragas-da-soja-e-controle-somente-leitura.pdf >, acesso em: 23/03/2022.

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Equipe Mais Soja
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