O mercado brasileiro de milho deve ter estabilidade nas cotações nesta quinta-feira. Os agentes encontram impasse nas negociações, fator que sustenta a manutenção dos preços. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em alta, enquanto o dólar sobe frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou preços sustentados em um ambiente de negócios travado no decorrer desta quarta-feira. Os produtores seguiram mais retraídos na fixação da oferta, especulando com possíveis valorizações no curto prazo. Esse comportamento foi sustentado pelo avanço recente dos contratos futuros, além da melhora observada na paridade de exportação, fatores que contribuíram para elevar as expectativas dos vendedores.
Os consumidores mantiveram uma postura relativamente comedida nas negociações. Em várias localidades, parte da indústria está recebendo volumes firmados anteriormente. Ainda assim, já foi possível observar parte dos compradores adotando uma atuação mais ativa na busca por lotes, mas com dificuldades em encontrar volumes disponíveis nos níveis de preço desejados.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 69,50/72,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 69,00/71,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 62,00/64,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 68,00/70,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/59,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 60,00/62,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em dezembro operam com avanço de 4,25 centavos de dólar, ou 0,85%, cotados a US$ 5,02 1/4 por bushels.
* O mercado segue no território positivo, apoiado pela alta do petróleo, pela queda do dólar e por sinais de menor potencial produtivo das lavouras norte-americanas. Os participantes da Pro Farmer Crop Tour avaliam condições inferiores às do ano passado em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos.
* No oeste de Iowa, a produtividade média do milho foi estimada em 191,80 bushels por acre no Distrito 1, 189,73 no Distrito 4 e 190,59 no Distrito 7. No ano passado, as estimativas eram de 197,89, 207,25 e 195,03 bushels por acre, respectivamente.
* Em Illinois, a Pro Farmer projetou produtividade média de 184,19 bushels por acre, abaixo da média de 199,15 bushels por acre dos últimos três anos e dos 199,57 bushels por acre estimados na expedição do ano passado.
* Os dados reforçam as preocupações com o potencial produtivo da safra norte-americana, especialmente em um momento considerado crítico para a definição dos rendimentos das lavouras.
* Ontem (19), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,73, alta de 9,75 centavos, ou 2,10% relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,98, avanço de 10,00 centavos, ou 2,04% por bushel em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra avanço de 0,28%%, a R$ 5,1918. O Dollar Index registra recuo de 0,04%, a 98.786 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices baixos. Paris, -0,32%. Frankfurt, -0,60%. Londres, -0,34%.
* As principais bolsas da Ásia operaram altas. Xangai, +0,24%. Japão, +1,36%.
* O petróleo opera com alta. Setembro do WTI em NY: US$ 88,81 o barril (+3,47%).
AGENDA
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
20:30 – Japão: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, julho).
– Final do Crop Tour da Pro Farmer nos Estados Unidos e divulgação das estimativas de produtividade e safra dos EUA para milho e soja.
– China: Banco do Povo da China anuncia taxa preferencial de empréstimos (LPR).
—–Sexta-feira (21/08)
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.



