Soja

Cultura em fase final de ciclo no Estado, restando para colheita apenas 10%, apresentando rendimentos de lavoura próximos à expectativa inicial. As perdas ocorridas na colheita ainda estão acima do tolerável em algumas regiões.

Produtores avaliam o comportamento das lavouras, cultivares e principalmente dos rendimentos obtidos, iniciando o planejamento e composição para a nova safra.

Nas regiões do Noroeste Colonial, Alto Jacuí e Celeiro, as lavouras implantadas em janeiro, pós-lavoura de milho ou como primeiro plantio com soja precoce, se encontram em estádio reprodutivo com grande incidência de ferrugem e baixo potencial produtivo.

Ocorre erosão laminar nas áreas colhidas e há pouca palha na resteva, mesmo com volumes baixos de precipitação. O preço, em queda, continua preocupando os sojicultores.

A área cultivada nas regiões das Missões e Fronteira Noroeste apresenta as fases finais de enchimento de grãos com 3%, maturação com 6% e 91% já colhida. Nos municípios da região colonial, a colheita se encontra praticamente concluída. A produção varia de acordo com diversos fatores, mas, de modo geral, prosseguem as estimativas de produtividades acima da expectativa inicial. Muitas lavouras apresentaram uma produtividade média entre 3.900 e 4.500 quilos por hectare. Repete-se mais um ano de boas colheitas na região
Noroeste.

Nas lavouras de segundo plantio de soja (safrinha), o porte das plantas é menor que o das plantas da soja plantada no período recomendado, indicando menor potencial de produtividade, a qual não deve passar de 2.400 quilos por hectare; além disso, houve forte incidência de ferrugem, o que exigiu quatro aplicações de fungicidas.

No Planalto Médio, onde se encontra a Zona da Produção, a lavoura apresenta 98% da área colhida e 2% maduro e por colher, com uma produtividade média na faixa de 3.800 quilos por hectare.

Na Fronteira Oeste e Campanha, a colheita de soja avança rapidamente em todas as áreas implantadas, e o clima vem favorecendo essa última fase a campo, já chegando em alguns municípios a 88%.

No Alto Uruguai, a semana teve condições climáticas favoráveis para o andamento da colheita, registrando poucas precipitações. Restam aproximadamente 2% para finalizar a colheita. A produtividade é de 3.800 quilos por hectare (63,33 sc./ha) em média, em cerca de 32 municípios.

Municípios com áreas expressivas na região vêm alcançando boas médias de produtividade.

  • Sertão: 32.500 ha – 4.088 kg/ha
  • Campinas do Sul: 16.000 ha – 4.000 kg/ha
  • Ipiranga do Sul: 10.100 ha – 4.200 kg/ha
  • Quatro Irmãos: 14.000 ha – 4.200 kg/ha


A colheita seguiu o ritmo normal nas áreas de produção do Vale do Rio Pardo e Alto da Serra do Botucaraí. Nessa última e na Centro-Serra, está sendo concluída a colheita, restando algumas lavouras em restevas de milho e feijão. No Vale do Rio Pardo, segue a operação de colheita que atinge índices superiores a 90%. Os municípios com maiores áreas por colher são Encruzilhada do Sul, Rio Pardo e Pantano Grande.

Nas áreas do Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, a maior parte das lavouras da safra normal encontra-se colhida. A colheita evoluiu, chegando aos 80%, com bons rendimentos, aproximadamente 3,6 toneladas por hectare. Nessas regiões, há lavouras apresentando produções recordes, chegando em alguns casos a 90 sacas por hectare.

No cultivo da soja segundo plantio (safrinha), intensifica-se a aplicação de fungicidas e inseticidas, sendo que a pressão da ferrugem asiática no período é grande. Foi registrado em alguns locais forte ataque de mosca-branca, ocasionando perdas em algumas propriedades. Em decorrência de a maioria da lavoura estar na fase de enchimento de grão, a soja safrinha vinha sentindo a falta de umidade do solo, situação que se estabilizou com as chuvas do último final de semana.

Na região Central e no Vale do Jaguari, a colheita atinge 87% da área semeada, cerca de um milhão de hectares. A produtividade está em torno de três toneladas por hectare.

Na região Sul, a soja segue em colheita, sendo intensificada. Nas áreas de coxilha, os rendimentos são de até 75 sacos por hectare. Nas regiões em direção à fronteira com o Uruguai, as produtividades não deverão ultrapassar os 40 sacos por hectare em razão das precipitações mais escassas nas últimas semanas.

Nas regiões da Encosta da Serra do Sudeste, as produtividades serão bem consideráveis, sempre acima dos 60 sacos por hectare. A soja na região está com 55% da área colhida, e 45% das lavouras estão em estágio de maturação.

Mercado (saca de 60 quilos)

O preço da soja apresentou nova pequena redução em relação à semana anterior, ficando em média de R$ 67,87/sc., caindo 1,25%. Assim, a rentabilidade das lavouras este ano fica abaixo da do ano passado. Nesta mesma data em 2018, o preço da soja era de R$ 82,02/sc., o preço dos insumos era menor e a produtividade, semelhante.

O preço pago ao produtor vem declinando nos últimos dias, causando apreensão naqueles produtores que não fizeram contrato de venda futura e que necessitam comercializar sua produção para cumprir com obrigações de custeio e investimentos das propriedades.

Fonte: Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural - nº 1551
Autor: Emater/RS

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